ENEM

Enem: tudo o que você precisa saber sobre o exame

Veja quais são os conteúdos mais frequentes das provas, como elas são divididas, de que forma é calculada a nota final, qual é o calendário do exame e mais

Acessibilidade

O Enem é o maior exame do país e a principal porta de entrada para o Ensino Superior, aplicado em dois domingos com 180 questões objetivas e uma redação. Em 2026, as provas acontecem em 8 e 15 de novembro. A nota abre vagas no Sisu, no ProUni, no Fies e em universidades do exterior.

Faltam poucas semanas para a prova, e é agora que a preparação decide o resultado. Este texto reúne tudo o que você precisa dominar sobre o Enem 2026, das datas oficiais à estrutura da prova, passando pelo que mais cai em cada área, pela redação e pelo cálculo da nota.

Começamos pela reta final, porque é o que mais importa neste momento, e seguimos para o guia completo que você pode consultar a qualquer altura da preparação.

NAVEGUE PELOS CONTEÚDOS

Reta final: o que fazer no último mês antes do Enem

No último mês, a lógica muda: não é hora de aprender conteúdo novo do zero, e sim de consolidar o que você já sabe e treinar no formato da prova. O objetivo é chegar no dia com a mão calibrada e a cabeça tranquila.

O primeiro passo é priorizar pela incidência. Revise primeiro os assuntos que mais aparecem no Enem, porque é ali que está a maior parte dos pontos. Deixe os temas raros para depois, se sobrar tempo.

O segundo passo é treinar com provas anteriores completas, no horário real e cronometrando. O Enem cobra resistência tanto quanto conhecimento: são cerca de cinco horas e meia de prova em cada domingo. Simular esse cansaço antes faz diferença.

O terceiro passo é escrever pelo menos uma redação por semana e corrigi-la com base nas cinco competências. A redação vale muito e é treinável até o fim.

Nas últimas 48 horas, reduza o ritmo. Reveja resumos e a folha de fórmulas, organize os documentos e durma bem. Se a ansiedade apertar, vale conhecer estratégias específicas para lidar com esse sentimento. Para estruturar essas semanas finais, veja também nossas estratégias de revisão e organização da rotina.

O que é o Enem e para que serve?

O Enem, sigla para Exame Nacional do Ensino Médio, é uma prova aplicada anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão ligado ao Ministério da Educação (MEC). Criado em 1998, ele nasceu como uma avaliação da qualidade do Ensino Médio e, com o tempo, tornou-se o principal caminho de acesso ao Ensino Superior no Brasil.

Hoje, a nota do Enem é usada para concorrer a vagas em universidades públicas pelo Sisu, a bolsas em instituições privadas pelo ProUni e a financiamento estudantil pelo Fies. Ela também é aceita por várias instituições do exterior. Ou seja, uma única prova pode abrir muitas portas ao mesmo tempo.

Como o Enem surgiu?

O Enem surgiu pela primeira vez em 1998, durante a gestão do ministro da Educação Paulo Renato Souza, no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. O objetivo era medir os conhecimentos que os alunos adquiriram durante o Ensino Médio para elaborar políticas públicas capazes de melhorar a educação brasileira.

O exame passou a servir como ferramenta de ingresso para o Ensino Superior apenas em 2004, quando algumas universidades começaram a utilizar (parcialmente) a nota da prova em seus processos seletivos.

Em 2009, sob o comando de Fernando Haddad, ministro da Educação do 2º Governo Lula, introduziu-se o novo modelo de prova do Enem, que passou a se dividir em dois dias, contendo 180 questões objetivas e uma proposta de redação.

Adotou-se ainda a Teoria da Resposta ao Item (TRI), metodologia utilizada para medir o conhecimento individual dos candidatos e calcular a nota do exame. Esta nota, por sua vez, é o caminho  para conseguir uma vaga no Ensino Superior. 

Dessa maneira, em 2010, com o desenvolvimento do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Enem passou a substituir o vestibular da maioria das universidades públicas (sobretudo as federais) e tornou-se o exame educacional mais completo do Brasil.

Em 2025, o Enem registrou 4,8 milhões de inscrições confirmadas. Veja o quadro divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que mostra dados consolidados por região:

Quadro de PowerBI que mostra inscrições no Enem 2025
Em 2025, o Enem registrou 4,8 milhões de inscrições confirmadas (Imagem: Inep)

O que é o Enem PPL?

O Enem PPL é a aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio para jovens e adultos privados de liberdade.

A modalidade possui o mesmo nível de dificuldade da aplicação tradicional, mas ocorre dentro de unidades prisionais e socioeducativas, como penitenciárias, cadeias públicas, centros de detenção provisória, etc. A aplicação ocorre depois da prova do Enem regular e em dias úteis.

Para solicitar a inscrição, é preciso entrar em contato com o responsável pedagógico da instituição onde está privado de liberdade e assinar o Termo de Adesão, Responsabilidade e Compromisso do Inep.

Calendário do Enem 2026: datas da prova

O Enem 2026 será aplicado em dois domingos de novembro. Guarde essas datas, porque elas organizam toda a sua reta final:

  • 1º dia (8 de novembro de 2026): Linguagens e Códigos, Ciências Humanas e a redação.
  • 2º dia (15 de novembro de 2026): Ciências da Natureza e Matemática e suas Tecnologias.

As inscrições e o pedido de isenção da taxa acontecem no primeiro semestre, meses antes da prova. Se você já está inscrito, o foco agora é a preparação e a logística do dia. O gabarito oficial costuma sair alguns dias úteis após o segundo domingo, e o resultado individual, com as notas, é divulgado no início do ano seguinte.

Quais são os horários do Enem?

Nos dois dias, os portões abrem às 12h e fecham às 13h (horário de Brasília). A prova começa às 13h30. No primeiro dia, a aplicação dura 5h30, por causa da redação. No segundo dia, são 5h. Chegar cedo é a regra de ouro: quem chega depois de os portões fecharem não faz a prova.

Como consultar o local de provas?

O local de prova fica disponível na Página do Participante, no site do Inep, algumas semanas antes da aplicação. Você acessa com o seu CPF e a sua senha. Confira o endereço com antecedência, calcule o trajeto e, se possível, faça o percurso antes para não ter surpresas no dia.

Inscrição, taxa e isenção: como funciona

A inscrição no Enem é feita apenas pela internet, na Página do Participante, dentro do prazo definido pelo Inep. Não existe inscrição por outro canal. Quem não conclui todas as etapas dentro do período fica de fora, sem exceção.

A taxa de inscrição é de R$ 85. Existe, porém, a possibilidade de isenção para quem tem direito, o que torna a prova gratuita para boa parte dos participantes.

Como se inscrever no Enem?

As inscrições do Enem acontecem online e de maneira simples, no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). Os candidatos devem acessar a Página do Participante e preencher digitalmente o formulário de inscrição, informando CPF, data de nascimento e demais dados.

Nesse momento, o estudante seleciona o idioma (inglês ou espanhol) para a prova de língua estrangeira e solicita o atendimento especializado caso seja necessário.

A Página do Participante reúne todas as informações referentes à inscrição. É lá que o candidato faz o download da guia para pagamento da taxa, tem acesso ao Cartão de Confirmação da Inscrição, consulta os locais de prova e, posteriormente, consegue ver os seus resultados.

📑 Veja um guia completo de como fazer a sua inscrição no Enem.

Quem pode se inscrever no Enem?

Qualquer pessoa que já concluiu ou está concluindo o Ensino Médio pode se inscrever no exame.

No entanto, os participantes que ainda não finalizaram esse nível de ensino podem participar como treineiros. Neste caso, os resultados servem somente para autoavaliar os conhecimentos e ajudar na preparação para o ano seguinte.

Isenção da taxa inscrição do Enem

Tem direito à isenção quem cursou todo o Ensino Médio em escola pública, quem tem renda familiar dentro do limite previsto no edital ou quem está inscrito em programas sociais do governo.

O pedido de isenção é feito em um prazo próprio, anterior ao das inscrições, e precisa ser confirmado depois com a inscrição regular. Estudantes contemplados pelo programa Pé-de-Meia também têm condições específicas de participação.

O site do Inep indica o seguinte caminho:

  • acessar a Página do Participante e clicar no botão "Justificativa de ausência/isenção”;
  • informar os dados pessoais (data de nascimento, CPF, telefone);
  • ler atentamente os critérios para realizar o pedido de isenção da taxa de inscrição;
  • se o participante se encaixar nos requisitos, deve clicar em "Li e concordo" e, posteriormente, em "Próximo";
  • indicar qual é a sua situação financeira, seguindo as orientações do formulário;
  • confirmar as informações e enviar o seu pedido de isenção.

Quem pode solicitar isenção da taxa de inscrição do Enem?

Para solicitar a isenção da inscrição do Enem, os candidatos devem seguir alguns critérios. São eles:

  • estar cursando o último ano do Ensino Médio em escola da rede pública;
  • ter cursado todo o Ensino Médio em escola da rede pública ou como bolsista integral na rede privada, e ter renda per capita igual ou inferior a 1,5 salário mínimo;
  • viver em situação de vulnerabilidade socioeconômica, comprovada por meio do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), e ter renda per capita de até meio salário mínimo ou renda familiar mensal de até três salários mínimos.
  • ser participante do programa Pé-de-Meia, do Ministério da Educação (MEC).

⚠️ Além da isenção da taxa, estudantes que estão na 3ª série do ensino médio (de escola pública) e fazem parte do programa Pé-de-Meia, também terão direito ao incentivo de R$ 200, após comparecerem aos dois dias de Enem (incluindo uma eventual reaplicação).

E se eu faltar no Enem?

Faltar no Enem não gera multa, mas quem obteve isenção da taxa e faltou nos dois dias precisa justificar a ausência para não perder o direito à isenção no ano seguinte. Também é possível pedir a reaplicação da prova em casos específicos, como problemas logísticos do próprio Inep ou doenças infectocontagiosas comprovadas.

Os detalhes estão reunidos em nosso texto sobre o que acontece se você faltar no Enem.

Como justificar a ausência no Enem?

A justificativa deve ser feita no ato da inscrição do Enem do ano seguinte. Ela deve ser feita apenas pelos candidatos que receberam isenção da taxa de inscrição no ano anterior, mas não compareceram aos dois dias de prova e agora desejam solicitar uma nova isenção. Para isso, é necessário enviar documentos que comprovem o motivo da falta.

É importante lembrar que ter o pedido de isenção ou da justificativa de ausência aprovados não garante a inscrição no exame. Todos precisam se inscrever por meio da Página do Participante.

Posso solicitar reaplicação da prova?

A reaplicação da prova do Enem pode ser solicitada pelos candidatos que foram:

  • afetados por problemas logísticos durante a aplicação do exame;
  • acometidos por doenças infectocontagiosas na semana anterior ao primeiro ou segundo dia de prova;
  • alocados em locais de prova com distância superior a 30 km da residência informada na inscrição.

A solicitação de reaplicação deve ser feita online na Página do Participante em até cinco dias úteis após o último dia de aplicação.

Atendimento especializado

Participantes com deficiência, transtorno ou outra condição que exija recursos de acessibilidade têm direito a atendimento especializado, como prova em braille, ledor, tempo adicional, sala de fácil acesso e outros apoios. Esse atendimento precisa ser solicitado e comprovado no ato da inscrição, dentro do prazo. Sem o pedido no prazo, o recurso não é garantido no dia.

Como funciona a prova do Enem?

O Enem é composto por 180 questões objetivas de múltipla escolha, divididas em quatro áreas do conhecimento, mais a redação. As questões se distribuem em 45 por área, cada uma com cinco alternativas.

A prova é dividida em dois dias:

Primeiro dia (prova com duração de 5 horas e 30 minutos)

  • Linguagens, Códigos e suas Tecnologias: Língua Portuguesa, Literatura e Língua estrangeira (Inglês ou Espanhol)
  • Ciências Humanas e suas Tecnologias: História, Geografia, Filosofia e Sociologia
  • Redação: texto em prosa, do tipo dissertativo-argumentativo

Segundo dia (prova com duração de 5 horas)

  • Matemática e suas Tecnologias
  • Ciências Naturais e suas Tecnologias: Biologia, Química e Física

O que levar (e o que não levar) no dia do Enem?

Existem itens obrigatórios como:

  • documento original com foto
  • caneta esferográfica, de tinta preta, fabricada de material transparente
  • número de inscrição (anotado ou decorado)
  • declaração de comparecimento impressa, se precisar justificar a ausência no trabalho

Além disso, sugerimos que o candidato leve garrafa de água, lanches fáceis (chocolate, frutas, barrinha de cereal) e álcool em gel. Lembrando que os fiscais de prova podem revistar esses lanches.

As máscaras, que foram obrigatórias durante a pandemia, agora não são mais necessárias.

Durante o exame, alguns itens são proibidos:

  • dispositivos eletrônicos, como smartphones, tablets, calculadoras, agendas eletrônicas, gravadores, alarmes, chaves com alarme ou com qualquer componente desse tipo;
  • óculos escuros e artigos de chapelaria, como boné, chapéu, viseira, gorro ou similares;
  • canetas de material não transparente, lápis, lapiseira, borrachas, réguas, corretivos, livros, manuais, impressos e anotações;
  • protetor auricular e qualquer tipo de relógio;

Caso o estudante leve qualquer um desses itens, deve colocá-los dentro do envelope porta-objetos, fornecido pelo aplicador, ao ingressar na sala de provas.

Os dispositivos eletrônicos devem permanecer desligados. De acordo com o edital, caso o aparelho eletrônico, ainda que dentro do envelope porta-objetos, emita qualquer tipo de som, como toque ou alarme, o participante será eliminado do Exame.

O que mais cai no Enem?

Elaborado e aplicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), do MEC, o Enem é estruturado a partir de matrizes de referência, baseadas no currículo do Ensino Médio. 

Há 5 eixos cognitivos comuns a todas as áreas do conhecimento:

  • dominar linguagens
    conhecer a norma culta da Língua Portuguesa e fazer uso das linguagens matemática, artística e científica e das línguas espanhola e inglesa. 
  • compreender fenômenos
    construir e aplicar conceitos das várias áreas do conhecimento para a compreensão de fenômenos naturais, de processos históricos e geográficos, da produção tecnológica e das manifestações artísticas.
  • enfrentar situações-problema
    selecionar, organizar, relacionar, interpretar dados e informações representados de diferentes formas, para tomar decisões e enfrentar situações-problema. 
  • construir argumentação
    relacionar informações, representadas em diferentes formas, e conhecimentos disponíveis em situações concretas, para construir argumentação consistente. 
  • elaborar propostas
    recorrer aos conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade, respeitando os valores humanos e considerando a diversidade sociocultural.

Além disso, cada área tem a sua matriz específica, composta por competências e habilidades.

Por exemplo, em Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, uma das competências é "confrontar opiniões e pontos de vista sobre as diferentes linguagens e suas manifestações específicas" e uma das habilidades, "inferir em um texto quais são os objetivos de seu produtor e quem é seu público alvo, pela análise dos procedimentos argumentativos utilizados.”

Assim, as questões do Enem estão ligadas a um eixo cognitivo, a uma competência e a uma habilidade, previstos na matriz de referência.

O que mais cai em Ciências Humanas?

A prova de Ciências Humanas e suas Tecnologias compreende as disciplinas de História, Geografia, Filosofia e Sociologia.

Temas mais frequentes de História

  • Brasil Colônia: cultura dos povos africanos trazidos como escravos às Américas, as populações originárias americanas e seus conflitos com os europeus, a formação do território brasileiro e seus ciclos econômicos.
  • Idade Moderna: colonização da América, Absolutismo, Mercantilismo e Grandes Navegações.
  • Idade Média: estrutura social feudal, a religião durante as Eras Medievais e as transformações sociais que marcaram a Baixa Idade Média.
  • Século 21: questões relacionadas à historiografia, explicação de acontecimentos recentes, como questões sociais, políticas ou econômicas.
  • Estado Novo e Populismo: 15 anos (1930-1945) do primeiro governo e da ditadura de Getúlio Vargas, os 19 anos seguintes de República no Brasil e o começo da Ditadura Civil-Militar (1945-1964). Planos desenvolvimentistas de Juscelino Kubitschek e a mudança socioeconômica do país.

Temas mais frequentes de Geografia

  • Geopolítica: conflitos, globalização e até mesmo geografia econômica, que envolvem as relações comerciais e suas influências. No Enem, costuma-se cobrar o papel dos países na dinâmica global, ou seja, como as nações estão inseridas no comércio internacional e na produção de commodities, bens e mercadorias.
  • Espaço agrário: as transformações tecnológicas são muito abordadas em Geografia no Enem. A globalização atingiu todos os espaços, até mesmo os rurais, só que de maneiras e intensidades diferentes, no que refere às questões fundiárias, precarização do trabalho e políticas voltadas à produção de alimentos para a exportação.
    A Revolução Verde, que ocorreu entre as décadas de 60 e 70, também propiciou a modernização no campo em escala mundial. No Brasil, o objetivo foi promover o aumento da produtividade do setor agropecuário, o que contribuiu para transformar o modo de vida agrário. No entanto, ocorreu no aspecto produtivo (com tratores, tecnologias e insumos), e não em questões fundiárias.
    Além disso, é fundamental entender o espaço do campo como uma continuidade dos espaços urbanos, e não de forma dissociada.
  • Espaço urbano: processos como segregação socioespacial, gentrificação e conurbação.
  • Geologia: conteúdos como placas tectônicas, tectonismo, rochas, estruturas geológicas e geologia do Brasil estiveram presentes em várias edições do Enem.
  • Clima: a prova costuma cobrar interpretações e análises climáticas, que não necessariamente exigem conhecer detalhes de cada região, mas entender elementos que alteram o clima.

Temas mais frequentes de Filosofia

  • Filosofia antiga: aborda os três autores clássicos gregos, que são Sócrates, Platão e Aristóteles. E também os pré-socráticos Tales de Mileto, Anaximandro, Anaxímenes, Pitágoras, Heráclito, Empédocles, Anaxágoras e Demócrito.
  • Filosofia moderna: discussões entre racionalismo e empirismo. De um lado, René Descartes defende as ideias do racionalismo; do outro, os filósofos John Locke e David Hume argumentam a favor do empirismo. Autores que também fazem parte desse período e já apareceram na prova foram o empirista Francis Bacon e o criticista Immanuel Kant.
  • Mal e justiça: os filósofos que pensam sobre a questão do mal e da justiça são Michel Foucault, John Rawls e Hannah Arendt. Eles são pensadores contemporâneos, que viveram entre os séculos 20 e 21.
  • Filosofia política moderna: Os filósofos da teoria política moderna são Nicolau Maquiavel, Thomas Hobbes, John Locke e Jean-Jacques Rousseau. Maquiavel geralmente aparece com a sua obra O Príncipe. Os filósofos contratualistas apresentam diferentes visões sobre as mesmas “pautas”, que são: o estado de natureza, o contrato social e as formas de governo.
  • Existencialismo: os principais pensadores que aparecem são os franceses, como Albert Camus, Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre, sendo os dois últimos os que possuem mais aparições entre os existencialistas.

Temas mais frequentes de Sociologia

  • Movimentos sociais: o movimento feminista guiou a luta pelo sufrágio feminino; já o movimento negro esteve à frente dos esforços pelas leis que criminalizam o racismo, pela lei de cotas nas universidades públicas e pela obrigatoriedade de incluir o estudo da história e da cultura afro-brasileira no currículo oficial das escolas.
  • Estado e cidadania: formação do Estado moderno, o conceito de cidadania, além da relação entre Estado e poder. Funcionamento dos Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) e suas atribuições, além de saber o que se destaca na Constituição do país (entendendo quais são os direitos e deveres dos cidadãos e do Estado).
  • Cultura e sociedade: patrimônio material e imaterial, etnocentrismo, indústria cultural, diversidade, relativismo, determinismo e estruturalismo cultural são alguns dos assuntos que aparecem no contexto desse grande tema.
  • Sociologia brasileira: manifestações culturais do país. 
  • Sociologia contemporânea: globalização, multiculturalismo, identidade, consumo, tecnologia, violência, meio ambiente e poder.

O que mais cai em Ciências da Natureza?

A prova de Ciências da Natureza e suas Tecnologias compreende as disciplinas de Biologia, Química e Física.

Temas mais frequentes de Biologia

  • Ecologia: impactos ambientais e a sua relação com o cotidiano, poluição das águas, problemas da agropecuária e geração de resíduos sólidos. A ecologia clássica é bastante requisitada em assuntos como relações ecológicas, ciclos biogeoquímicos, fluxo de energia, etc.
  • Botânica: fisiologia vegetal, processos de nutrição, principais hormônios vegetais e fotoperiodismos. É importante também estar afiado na anatomia e na histologia das plantas, entendendo como funcionam nos diferentes grupos vegetais.
  • Bioenergética: sobre as mitocôndrias, você precisa conhecer as particularidades delas (ter DNA próprio, por exemplo) e saber como ocorre o processo de respiração celular. Questões de fotossíntese costumam aparecer bastante, mas basta ter uma ideia das etapas para mandar bem na prova.
  • Fisiologia humana: funcionamento dos sistemas, principalmente digestório, circulatório e endócrino.
  • Citologia: é dentro da citologia que falamos sobre a membrana plasmática, responsável pela permeabilidade da célula. Outras estruturas, suas funções, localização e atuação nos processos celulares também costumam cair.

Temas mais frequentes de Química

  • Moléculas e propriedades: é de grande importância saber quais são e como funcionam as forças intermoleculares, e como interpretar reações, por exemplo, para encontrar o nox dos elementos.
  • Propriedade dos compostos orgânicos: é comum aparecer solubilidade, pontos de fusão e ebulição, e moléculas orgânicas para que o candidato determine a qual delas pertence a descrição feita no comando da questão.
  • Separação de misturas: como separar tanto misturas heterogêneas (que apresentam mais de uma fase) quanto misturas homogêneas (que apresentam apenas uma fase).
  • Estequiometria: a prova do Enem gosta de trazer os cálculos estequiométricos, assim como os cálculos da massa atômica, molecular e molar, e também do rendimento das reações.
  • Funções inorgânicas: podem aparecer em questões de diversas maneiras, incluindo identificação das funções em reações químicas, teorias ácidos-base, e identificação de doadores e receptores de prótons ou pares de elétrons na reação.

Temas mais frequentes de Física

  • Eletrodinâmica: equipamentos elétricos e circuitos domésticos costumam aparecer com frequência. É importante entender o significado e como calcular tensão, resistência, corrente, potência elétrica e, principalmente, resistência equivalente a partir de uma associação de resistores.
  • Termologia: conceito de calor, suas formas de transmissão (condução, convecção e irradiação) e a diferença entre calor e temperatura. Na termologia, existe ainda calorimetria, especialmente quando se fala em equilíbrio térmico. Saber como usar a equação fundamental da calorimetria, chamada de calor sensível, pode te ajudar!
  • Ondulatória: velocidade, frequência e comprimento de onda são assuntos comuns. Estude como identificar fenômenos ondulatórios em situações cotidianas, principalmente difração, interferência, ressonância e efeito doppler. Vale ressaltar, para isso, a importância de diferenciar uma onda eletromagnética de uma onda mecânica. Também é importante estudar ondas estacionárias e suas aplicações.
  • Cinemática: movimento circular, além de fundamentos da cinemática, movimento uniformemente variado e lançamentos. As funções horárias também são essenciais para resolver as questões de cinemática, assim como os conceitos de velocidade, velocidade média e aceleração.
  • Óptica: Este é o campo que estuda os fenômenos relacionados à luz, óptica geométrica e a óptica ondulatória. A primeira estuda os fenômenos luminosos utilizando raios de luz, enquanto a segunda usa os fenômenos ondulatórios para explicar comportamentos da luz, como a polarização e a interferência.

O que mais cai em Linguagens e Códigos?

A prova de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias conta com 45 questões distribuídas entre as disciplinas de Língua Portuguesa, Literatura e Língua estrangeira que, por opção do candidato, podem ser Inglês ou Espanhol.

Temas mais frequentes de Língua Portuguesa

  • Gêneros textuais: identificação dos gêneros dos textos apresentados. Uma dica é estudar a tipologia textual.
  • Introdução à Língua Portuguesa: a interpretação textual está em foco e é uma das principais ferramentas para resolver as questões. Para otimizar o seu tempo durante a prova, faça a leitura do enunciado, identifique o conteúdo abordado, elimine alternativas absurdas e leia o texto (se necessário).
  • Linguagem culta e coloquial: além de estar entre os assuntos de Português que mais caem no Enem, essa abordagem da variação linguística e da linguagem culta e coloquial é uma das competências e habilidades da prova.
  • Contexto e imagens: as imagens na prova do Enem auxiliam no momento de interpretar a questão. É possível eliminar alternativas que não se encaixam, principalmente quando no enunciado traz as frases "segundo a imagem" ou "a imagem e o texto".
  • Funções da linguagem: sobre esse tema, é preciso saber quais são as funções da linguagem, as características de cada uma (emotiva, conotativa, etc.) e a que elementos da comunicação estão associadas.

Temas mais frequentes de Literatura

  • Literatura Contemporânea: compreende o período do final do Modernismo até os dias atuais. Autores como Luis Fernando Verissimo e Ferreira Gullar marcam presença com, respectivamente, crônicas e poesia social.
  • Música brasileira, interpretação de poemas e texto em prosa, como contos: na música, os nomes mais importantes do Tropicalismo (Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom Zé e Gal Costa) se destacam.
  • Modernismo: as três gerações do movimento brasileiro marcam presença: Segunda geração modernista (geração de 30), Terceira geração modernista (geração de 45) e Primeira geração modernista (heroica).

Temas mais frequentes de Língua Estrangeira

Os assuntos mais comuns são gramática e interpretação, que podem aparecer como textos da internet, textos literários, textos jornalísticos, textos publicitários, charges e cartoons.

Conheça os formatos e os exemplos de questões das provas de Inglês e Espanhol no Enem.

O que mais cai em Matemática e suas Tecnologias?

Veja abaixo os temas mais frequentes de Matemática

  • Matemática básica: números inteiros, frações, números decimais, potenciação, radiciação, transformação de unidades, equações do primeiro e segundo grau, porcentagem, razão, proporção e regra de três.
  • Estatística: gráficos e tabelas, que frequentemente usam de medidas de tendência central ou medidas de dispersão para representá-los de maneira mais objetiva. Saiba diferenciar moda, média e mediana porque os valores podem variar de uma para outra.
  • Geometria espacial: geometria de posição, prismas e cilindros, como volumes e áreas.
  • Geometria plana: polígonos regulares, circunferência e círculo, áreas de figuras planas e perímetro.
  • Funções: funções do primeiro e segundo grau, análise de crescimento e decrescimento de funções, inequações e análise de máximos e mínimos são os assuntos que mais aparecem.

Cada uma das disciplinas que caem no Enem tem suas questões de maior ou menor incidência, e saber sobre isso pode ajudar na hora de estudar. Todo ano, o Aprova publica um relatório completíssimo sobre os assuntos mais frequentes no Enem, exclusivo para assinantes da plataforma.

Como são elaboradas as questões e como resolvê-las?

As questões do Enem são elaboradas por especialistas selecionados pelo Inep. Após escritas, as perguntas são revisadas e testadas em escolas pelo país, de forma sigilosa.

A aplicação permite avaliar a dificuldade, o grau de discriminação (que diferencia níveis de proficiência) e a probabilidade de acerto ao acaso de cada questão. Os itens aprovados são adicionados ao Banco Nacional de Itens (BNI) e ficam disponíveis para futuras edições do exame.

As questões da prova do Enem são selecionadas no fim do primeiro semestre do ano, por especialistas do Inep, com a ajuda de professores do Ensino Básico e Superior. As perguntas são escolhidas de forma que o nível de dificuldade das provas seja o mesmo todos os anos. Assim, é possível medir e comparar o desempenho dos candidatos em anos diferentes.

Algumas estratégias fazem diferença na hora da prova:

  1. Leia primeiro a pergunta e só depois o texto de apoio, para ler já procurando o que interessa.
  2. Grife dados, palavras como "exceto" e "incorreta", e o que a questão realmente pede.
  3. Elimine as alternativas absurdas antes de decidir entre as que sobraram.
  4. Comece pelas questões mais fáceis e deixe as demoradas para o fim.
  5. Controle o tempo: com 45 questões por área, cada minuto conta.
  6. Não deixe nenhuma questão em branco, já que não há desconto por erro.
  7. Preencha o cartão-resposta com calma, conferindo a numeração.

A redação do Enem: estrutura e as cinco competências

A redação do Enem é um texto dissertativo-argumentativo sobre um tema de ordem social, com base em uma coletânea de textos motivadores. Ela vale de 0 a 1.000 pontos e tem peso alto no resultado, além de ser eliminatória em vários processos. Uma boa redação pode ser o diferencial entre passar e ficar de fora.

A correção se organiza em cinco competências, cada uma valendo até 200 pontos:

  • Competência 1: domínio da norma culta da língua escrita. Veja mais em competência 1.
  • Competência 2: compreender a proposta e aplicar repertório de várias áreas, sem fugir ao tema. Detalhes em competência 2.
  • Competência 3: selecionar e organizar argumentos com autoria e projeto de texto. Veja competência 3.
  • Competência 4: usar bem os mecanismos de coesão. Aprofunde em competência 4.
  • Competência 5: elaborar uma proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Entenda em competência 5.

O Inep divulga a Cartilha do Participante com informações sobre a redação do Enem todos os anos. Nela, você pode conhecer o processo avaliativo e ler as redações nota 1000 da edição anterior. Vale a pena conferir! 📝

Como a redação é corrigida?

Cada redação é avaliada por dois corretores de forma independente. Se as duas notas forem muito diferentes entre si, um terceiro corretor entra para desempatar. A folha é anulada em casos como fuga total ao tema, texto que não é dissertativo-argumentativo, cópia dos textos motivadores ou desrespeito aos direitos humanos. O título, por sinal, não é obrigatório nem pontua à parte.

O título da redação é avaliado?

O título da redação do Enem é opcional. Ele não é avaliado em relação às competências da matriz de referência, mas pode levar à nota zero caso apresente elementos que geram anulação e desrespeitam os direitos humanos.

Últimos temas da redação do Enem

Confira uma lista com os outros temas de redação que já apareceram no Enem:

AnoTema da redação do Enem
2025Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira
2024Desafios para a valorização da herança africana no Brasil
2023Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil
2022Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil
2021Invisibilidade e registro civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil
2020O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
2019Democratização do acesso ao cinema no Brasil
2018Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet
2017Desafios para a formação educacional dos surdos no Brasil
2017 — segunda aplicaçãoConsequências da busca por padrões de beleza idealizados
2016Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
2016 — segunda aplicaçãoCaminhos para combater o racismo no Brasil
2015A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
2014Publicidade infantil em questão no Brasil
2013Efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil
2012Movimento imigratório para o Brasil no século 21
2011Viver em rede no século 21: os limites entre o público e o privado
2010O trabalho na construção da dignidade humana
2009O indivíduo frente à ética nacional
2008Como preservar a floresta Amazônica: suspender imediatamente o desmatamento; dar incentivos financeiros a proprietários que deixarem de desmatar; ou aumentar a fiscalização e aplicar multas a quem desmatar
2007O desafio de se conviver com as diferenças
2006O poder de transformação da leitura
2005O trabalho infantil na sociedade brasileira
2004Como garantir a liberdade de informação e evitar abusos nos meios de comunicação
2003A violência na sociedade brasileira: como mudar as regras desse jogo
2002O direito de votar: como fazer dessa conquista um meio para promover as transformações sociais que o Brasil necessita?
2001Desenvolvimento e preservação ambiental: como conciliar os interesses em conflito?
2000Direitos da criança e do adolescente: como enfrentar esse desafio nacional?
1999Cidadania e participação social
1998Viver e aprender

Qual a importância do repertório e das atualidades para a redação do Enem?

Um dos aspectos avaliados na redação é o repertório sociocultural, que contribui como argumento para a discussão proposta pelo tema.

Cuidado com repertórios coringas porque podem não se encaixar da maneira adequada no texto. Eles surgem como uma "falsa solução", já que sugerem a ideia de que podem ser utilizados em qualquer contexto. Mas há muitos casos em que acabam "sobrando", sem nexo, resultando na redução da nota.

Uma dica é estudar o repertório por meio de eixos temáticos. Ler livros e notícias, consumir filmes, séries, documentários, podcasts e praticar sua argumentação são maneiras de treinar para a redação e melhorar seus argumentos.

Redação do Enem x Vestibulares: semelhanças e diferenças

Os dois formatos têm critérios semelhantes como a norma culta da Língua Portuguesa, o repertório sobre o tema e a habilidade de argumentação. A introdução, nos dois casos, deve apresentar ao leitor o que será abordado. Também é importante evitar redundâncias, ser objetivo e claro.

Embora solicite um texto dissertativo-argumentativo como o Enem, os temas de redação dos grandes vestibulares, geralmente, propõem um assunto subjetivo e não uma situação-problema que necessita de solução.

Em alguns casos, pode ser que os vestibulares peçam para escrever uma narração, carta ou até mesmo um texto jornalístico. Por isso, vale a pena consultar os editais antes das provas!

A redação do Enem precisa ter entre 8 e 30 linhas, vale 1.000 pontos e não necessita de título. Geralmente apresenta temas relacionados às questões da sociedade brasileira e Direitos Humanos. Confira como ela se difere de algumas propostas de redação dos grandes vestibulares.

  • Fuvest: o título, geralmente, é obrigatório. Deve ter entre 20 e 30 linhas, e vale 50 pontos. Não tem proposta de intervenção e trabalha temas mais reflexivos e filosóficos (comportamento, sociedade e cultura).
  • Unicamp: são duas propostas de textos para que o candidato selecione e execute apenas uma opção. A avaliação leva em conta o cumprimento da proposta temática, a configuração do gênero (a sua situação de produção, circulação e interlocução), a qualidade da leitura dos textos oferecidos na prova, e a articulação coerente e coesa.
  • Unesp: A nota máxima de redação é 28 pontos. Espera-se que o candidato produza um texto dissertativo-argumentativo em prosa, coerente e coeso, a partir da leitura e compreensão de textos auxiliares, que servem como um referencial para ampliar os argumentos.
  • Uerj: o candidato deve compor uma redação dissertativo-argumentativa, em prosa, com o mínimo de 20 e o máximo de 30 linhas. São avaliados: a habilidade de leitura e interpretação para a reconstrução de textos, o domínio do gênero “dissertação”, a construção da argumentação, e o emprego de formas e estruturas linguísticas da norma padrão. Tem como base uma obra literária.

Como treinar a redação na reta final

Escreva com regularidade e treine sob cronômetro, respeitando o limite de linhas. Monte um repertório sociocultural que você domine de verdade, com dados, leis e referências que possa usar em diferentes temas. Para calibrar o tamanho e a estrutura, veja quantas linhas deve ter a redação do Enem e como construir um bom repertório para a redação.

Como é calculada a nota do Enem?

A nota das provas objetivas do Enem é calculada com base na famosa TRI (Teoria de Resposta ao Item), modelo matemático que divide as questões entre fáceis, médias e difíceis. Ele considera que é incoerente um estudante acertar uma questão difícil e errar uma fácil, por exemplo. 

Assim, por conta da TRI, o número de acertos e erros de um candidato acaba não tendo relação direta com a nota que ele vai obter na prova. Além disso, não é possível definir previamente quais são as notas mínimas e máximas nas provas objetivas.

Elas são calculadas considerando uma escala de 1.000 pontos, mas as notas mínimas e máximas variam ano a ano, considerando o nível geral de dificuldade da prova e o desempenho dos estudantes. 

Como ver minha nota do Enem?

A previsão para divulgação do resultado final é janeiro do ano seguinte à aplicação. Para consultar a nota individual, é necessário acessar a Página do Participante, informar o número de inscrição e a senha cadastrada no sistema do Inep.

Os participantes treineiros do Enem poderão conferir o resultado para fins exclusivos de autoavaliação de conhecimentos 60 dias após a divulgação do resultado para os participantes regulares.

Entenda melhor a TRI (Teoria de Resposta ao Item) no Enem

A escala considera três parâmetros:

  • parâmetro de discriminação
    esse parâmetro serve para diferenciar os estudantes que dominam ou não a habilidade avaliada em cada questão.
  • parâmetro de dificuldade
    associa a dificuldade da questão ao valor dela. Assim, quanto mais difícil a questão, maior é o seu valor dentro da escala. Não estamos falando do peso, mas de valor na escala – questões mais baixas em posições mais baixas da “régua” e assim por diante.
  • parâmetro de acerto casual
    esse parâmetro é o do "chutômetro", pois mostra a probabilidade de um estudante acertar a questão no chute, mesmo sem dominar a habilidade da questão. Cada uma das questões da prova já tem seus três parâmetros definidos e, assim, suas posição na “régua” da escala de proficiência.

Como usar a nota do Enem

A nota do Enem é aproveitada em diversos processos seletivos para ingresso em universidades brasileiras. Conheça os principais.

Sisu

O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) é um programa do Governo Federal que seleciona estudantes para universidades e institutos públicos de Ensino Superior em todo o Brasil.

A nota do Enem serve para classificar os inscritos, por curso e modalidade de concorrência, de acordo com o limite de vagas.

Confira o post especial sobre o SiSU para entender como funciona o processo seletivo e quem pode participar.

ProUni

O Programa Universidade para Todos (ProUni) concede bolsas de estudo para estudantes de baixa renda em universidade particulares. As bolsas podem ser integrais ou parciais (50%) em cursos de graduação.

Para a aprovação, é preciso cumprir com os critérios de renda, nota mínima no Enem e escolaridade, e estar classificado dentro do número de vagas disponíveis na opção de escolhida.

Quer saber mais sobre o processo seletivo? Veja um guia completo do ProUni.

Fies

O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) também é um programa do Governo Federal que permite o ingresso no Ensino Superior. Como o nome indica, ele permite o financiamento de uma graduação em uma universidade particular com juros zero ou abaixo do mercado.

O estudante pode financiar parte da mensalidade e, durante o curso, paga o valor da parcela não financiada pelo banco. Ou seja, o governo paga uma parte e você, a outra. Após concluir o curso, o estudante deve quitar o saldo devedor restante.

A classificação dos candidatos também ocorre pela nota obtida no Enem!

👉 Leia também: O que é o Fies e como funciona? Tudo o que você deve saber!

Posso usar minha nota do Enem em faculdades do exterior?

A nota obtida no exame também pode ser utilizada para o ingresso em universidades no exterior. Algumas instituições de ensino no Canadá, nos Estados Unidos, na França, na Irlanda, em Portugal e no Reino Unido utilizam o Enem de forma total ou parcial no processo seletivo.

Cada instituição define as próprias regras de admissão. Algumas solicitam apenas o Enem, enquanto outras exigem histórico escolar, proficiência do idioma local, entrevistas ou prestar o vestibular da universidade.

Como se preparar para o Enem com o Aprova Total?

Chegar bem preparado ao Enem é menos sobre estudar muitas horas e mais sobre estudar as coisas certas, na ordem certa. É exatamente isso que uma preparação organizada oferece: um plano que prioriza o que mais cai, videoaulas objetivas, milhares de questões comentadas e correção de redação. Na reta final, ter esse direcionamento evita que você gaste tempo com o que quase não aparece na prova. Para estudar com método e questões no estilo do exame, conheça a preparação do Aprova Total.

Perguntas frequentes sobre o Enem

O Enem é obrigatório?
Não. Fazer o Enem é uma opção. Você presta a prova para usar a nota no acesso ao Ensino Superior, pelo Sisu, ProUni e Fies, ou como treineiro, apenas para se autoavaliar.

Posso fazer o Enem ainda cursando o Ensino Médio?
Pode, na condição de treineiro. Nesse caso, a nota não vale para ingresso e serve só como autoavaliação. Para usar a nota em processos seletivos, é preciso já ter concluído ou estar concluindo o Ensino Médio no ano da prova.

Dá para escolher entre inglês e espanhol?
Sim. A língua estrangeira é escolhida no momento da inscrição. São cinco questões, dentro de Linguagens e Códigos, aplicadas no primeiro dia de prova.

Por quanto tempo vale a nota do Enem?
Os programas oficiais (Sisu, ProUni e Fies) usam a nota da edição mais recente do exame. Algumas instituições privadas aceitam notas de anos anteriores em seus próprios processos, então vale sempre conferir o edital de cada seleção.

Quando sai o resultado do Enem 2026?
O gabarito oficial costuma ser divulgado alguns dias úteis após o segundo dia de prova. Já o resultado individual, com as notas de cada área e da redação, é divulgado no início de 2027.

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Carol Firmino

Jornalista e doutora em Comunicação pela Unesp. É editora no blog do Aprova Total e está sempre antenada ao universo da educação, com foco no Enem e na preparação para os grandes vestibulares do país. Tem passagens por Nova Escola, B9, UOL e Época Negócios.

Ver mais artigos de Carol Firmino >

Jornalista e doutora em Comunicação pela Unesp. É editora no blog do Aprova Total e está sempre antenada ao universo da educação, com foco no Enem e na preparação para os grandes vestibulares do país. Tem passagens por Nova Escola, B9, UOL e Época Negócios.

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