Resumo das obras literárias obrigatórias da UFRGS 2026
Lista contém 12 obras de autores nacionais e internacionais. Veja as principais características de cada uma e o que pode aparecer no vestibular - com exemplos de exercícios

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Quem está se preparando para ingressar na Universidade Federal do Rio Grande do Sul deve estar atento às leituras obrigatórias da UFRGS para o vestibular.
Isso porque as questões de literatura do processo seletivo costumam avaliar os conhecimentos dos candidatos por meio da análise de textos, identificação de autores e obras, e seu impacto na cultura.
Por isso, neste artigo, fizemos um guia abrangente sobre as leituras obrigatórias do vestibular da UFRGS de 2025 e ressaltamos os aspectos mais importantes das obras que você deve considerar para se dar bem na prova.
Confira, a seguir, breves resumos dos livros da UFRGS, de que maneira o vestibular pode cobrá-los e exemplos de exercícios que já apareceram em edições anteriores do vestibular!
NAVEGUE PELOS CONTEÚDOS
Quais as leituras obrigatórias do vestibular da UFGRS 2026?
De acordo com o Manual do Candidato desta edição do vestibular da UFRGS, a lista de leituras obrigatórias é:
- Quincas Borba, de Machado de Assis
- O demônio familiar, de José de Alencar
- Mrs. Dalloway, de Virginia Woolf
- Luanda, Lisboa, Paraíso, de Djamila Pereira de Almeida
- O avesso da pele, de Jeferson Tenório
- Mas em que mundo tu vive, de José Falero
- Seleta de canções, de Lupicínio Rodrigues
- Niketche: uma história de poligamia, de Paulina Chiziane
- A terra dos mil povos, Kaká Werá
- Água funda, de Ruth Guimarães
- Cem anos de solidão, de Gabriel García Márquez
- Um útero é do tamanho de um punho, de Angélica Freitas
Entre os livros, temos autores nacionais e internacionais, e gêneros textuais diferentes, que exigem dos candidatos uma atenção maior não só ao enredo das obras, como também aos momentos históricos em que foram escritos.
Resumo completo: obras literárias UFRGS
Quer mandar bem nas provas? Então confira, a seguir, um resumo das leituras obrigatórias da UFRGS, destacando os principais elementos do enredo, o contexto em que foram escritas e as possíveis interpretações.
Quincas Borba (1891), de Machado de Assis
O livro acompanha a trajetória de Rubião, um professor provinciano que herda toda a fortuna de seu amigo Quincas Borba — um filósofo excêntrico, criador da teoria do Humanitismo. Com o dinheiro, Rubião muda-se para o Rio de Janeiro e passa a conviver com a elite da época, tornando-se alvo de manipulações, interesses e falsas amizades.
A narrativa acompanha a ascensão e queda de Rubião, que, ingênuo e facilmente influenciável, é explorado pelo casal Palha e outras figuras oportunistas da sociedade carioca. Aos poucos, ele perde não apenas sua riqueza, mas também sua sanidade. O Humanitismo, filosofia irônica e absurda criada por Quincas Borba (“Ao vencedor, as batatas”), aparece como crítica mordaz às teorias positivistas e ao egoísmo social.
O romance explora a decadência psicológica de Rubião, a hipocrisia da elite e o contraste entre aparência e realidade num Brasil marcado por desigualdades e interesses disfarçados de cordialidade.
Para o vestibular: observe como Machado retrata a fragilidade emocional de Rubião e sua transformação ao longo do romance, marcada pelo delírio e pela perda de identidade. Atenção ao papel dos Palha na manipulação de Rubião e à maneira como o autor usa a ironia para criticar a sociedade do Segundo Reinado. Estude também o Humanitismo como recurso satírico e sua função dentro do enredo: mais do que uma “filosofia”, ele expõe o egoísmo humano e o absurdo das relações sociais. O narrador machadiano, irônico e distanciado, também é fundamental para compreender o tom crítico da obra.
O demônio familiar (1900), de José de Alencar
Essa é uma comédia de costumes que gira em torno da convivência doméstica de uma família da elite urbana do século 19. A história acompanha Eduardo, um jovem que quer se casar, e o escravizado Pedro — chamado de “demônio familiar” por causa de seu comportamento intrometido e manipulador dentro da casa.
Pedro interfere nas relações da família, provoca mal-entendidos, cria intrigas e faz com que seus senhores tomem decisões equivocadas. A peça, porém, não o coloca como vilão absoluto: suas ações expõem contradições da sociedade escravocrata, na qual a própria estrutura da casa grande produz desigualdades, dependências e conflitos. A obra questiona, de forma velada, a ideia de “escravo fiel”, mostrando como a intimidade forçada do ambiente doméstico gerava tensões profundas.
A comédia utiliza situações cotidianas, diálogos rápidos e humor irônico para retratar o universo familiar da época e evidenciar os limites e hipocrisias da vida burguesa.
Para o vestibular: atenção ao papel de Pedro como figura ambígua, pois ele é escravizado, mas também articulador de conflitos, revelando as fissuras da família patriarcal. Observe como Alencar retrata a dinâmica entre senhores e escravos dentro do ambiente doméstico — uma crítica indireta à naturalização da escravidão. Analise também como temas como manipulação, dependência e poder simbólico aparecem nas relações familiares e sociais representadas.
Mrs. Dalloway (1925), de Virginia Woolf
O romance narra um único dia na vida de Clarissa Dalloway, que está organizando uma festa em Londres. Enquanto caminha pela cidade, ela revive memórias da juventude, refletindo sobre escolhas, relações e o peso das convenções sociais. Paralelamente, conhecemos Septimus, um ex-soldado traumatizado pela Primeira Guerra Mundial, cuja história funciona como contraponto às inquietações de Clarissa.
Explora temas como identidade, solidão, papel social da mulher e os efeitos da guerra na psicologia das pessoas. A narrativa é construída em fluxo de consciência, recurso que revela pensamentos e memórias de forma contínua.
Para o vestibular: atenção ao fluxo de consciência e à contraposição entre Clarissa e Septimus, que representam formas distintas de lidar com a vida e a dor. Observe como Woolf critica as pressões sociais da Inglaterra pós-guerra, o papel feminino e o tratamento da saúde mental. Note também como o tempo — apenas um dia — revela toda a complexidade interior das personagens.
Luanda, Lisboa, Paraíso (2018), de Djamila Pereira de Almeida
Aqui acompanhamos a vida de Cartola, jovem angolana que migra para Lisboa ainda criança. A narrativa alterna tempos e vozes para mostrar sua relação com a mãe, Avó Vitória, e o impacto da migração em sua identidade. Entre Angola e Portugal, Cartola cresce marcada por silêncios familiares, desigualdade, racismo e pela sensação de não pertencer totalmente a lugar nenhum.
O romance explora memórias fragmentadas, vínculos familiares e a experiência de ser mulher negra entre dois espaços colonizados e colonizadores.
Para o vestibular: observe como a obra trata migração, identidade, racismo estrutural e memória. Atenção à linguagem híbrida, à fragmentação narrativa e à forma como o passado colonial de Portugal influencia as relações entre as personagens. Repare também na busca de Cartola por pertencimento e na maneira como suas raízes angolanas dialogam com o cotidiano lisboeta.
O avesso da pele (2020), de Jeferson Tenório
O Avesso da Pele conta a história de Pedro, um jovem que, após a morte de seu pai, Henrique, tenta entender melhor a vida dele e os desafios que enfrentou. Henrique foi morto durante uma abordagem policial violenta, e Pedro busca refazer os passos do pai para entender mais sobre sua própria história.
O livro fala de temas como racismo, violência policial, e as dificuldades enfrentadas por Henrique, que era professor em uma escola pública.
A narrativa mostra como é difícil ser negro em uma sociedade racista e traz à tona a dor e as injustiças vividas por Henrique e sua família.
Para o vestibular: preste atenção nas relações familiares, especialmente entre Pedro, Henrique e Martha, e como o racismo estrutural afeta cada um deles. Também observe a crítica ao sistema educacional falido e à violência policial recorrente na vida de Henrique. Fique atento à narrativa em segunda pessoa, que simboliza a conversa íntima de Pedro com seu falecido pai, trazendo reflexões sobre identidade e memória.
Mas em que mundo tu vive (2021), de José Falero
Mas em que mundo tu vive?, de José Falero, é uma coletânea de crônicas que fala sobre a vida nas periferias de Porto Alegre, especialmente na Lomba do Pinheiro, onde o autor cresceu.
Falero descreve o dia a dia dos jovens negros e trabalhadores, abordando temas como racismo, desigualdade social e condições de trabalho precárias. A linguagem é uma mistura de gíria e Português mais formal, o que deixa a leitura próxima da realidade.
As crônicas mostram a dificuldade de quem vive à margem da sociedade e refletem sobre questões sociais de maneira crítica e com um toque de humor.
Para o vestibular: é importante focar na crítica social presente nas crônicas, especialmente em como Falero expõe as desigualdades enfrentadas por jovens negros na periferia. Atenção à mistura de gíria com Português formal, o uso de humor e indignação, além da abordagem das condições de trabalho precárias. O título da obra funciona como uma provocação direta ao leitor, questionando o distanciamento da classe média em relação à dura realidade das periferias.
👉 Leia também: Linguagem culta e coloquial: quais são as diferenças entre elas?
Seleta de canções, de Lupicínio Rodrigues
Entre as leituras obrigatórias da UFRGS, também estão as canções de Lupicínio Rodrigues, gaúcho compositor de marchinhas de Carnaval, sambas e outras centenas de músicas. Para o vestibular, a universidade cobra:
- Cadeira vazia (com Alcides Gonçalves)
- Castigo (com Alcides Gonçalves)
- Cevando o amargo (com Piratini)
- Dona Divergência (com Felisberto Martins)
- Ela disse-me assim (Vai embora)
- Esses moços (Pobres moços)
- Foi assim
- Loucura
- Maria Rosa (com Alcides Gonçalves)
- Migalhas (com Felisberto Martins)
- Namorados
- Nervos de Aço
- Nunca
- Se acaso você chegasse (com Felisberto Martins)
- Vingança
- (Xote da) Felicidade
As canções de Lupicínio falam muito sobre o amor, mas de um jeito triste, focando em temas como traição, ciúme e a dor de perder alguém. Ele ficou famoso por suas músicas que mostram o sofrimento causado por amores mal resolvidos, que é o que chamam de "dor de cotovelo".
Canções como Nervos de Aço e Vingança exemplificam esse sofrimento causado pelo amor não correspondido, enquanto outras, como Esses Moços, trazem conselhos sobre a ingenuidade da juventude frente às paixões.
As letras são simples, mas emocionantes, e muitas vezes contam histórias que mostram o quanto o amor pode machucar.
Para o vestibular: é importante prestar atenção ao conceito de "dor de cotovelo", marca registrada do autor, e como ele trabalha temas como traição, vingança e a tristeza no amor. Note também o uso de metáforas, a simplicidade da linguagem e a influência do samba-canção, além de entender como a obra reflete o contexto social e emocional do Brasil da época.
Niketche: uma história de poligamia (2001), de Paulina Chiziane
Niketche conta a história de Rami, uma mulher em Moçambique que descobre que seu marido, Tony, tem mais quatro mulheres. Em vez de brigar, ela decide conhecer essas mulheres e, juntas, formam uma grande "família".
A obra fala sobre a poligamia e o lugar da mulher na sociedade, mostrando como elas são tratadas em uma cultura patriarcal. Ao longo do livro, Rami reflete sobre sua vida, a submissão feminina, e como ela e as outras mulheres podem encontrar forças para se libertar e se apoiar.
A autora também traz tradições e costumes moçambicanos, como rituais de iniciação.
Para o vestibular: preste atenção no uso do fluxo de consciência de Rami para explorar a opressão feminina e a submissão cultural em Moçambique. Observe como cada esposa de Tony representa diferentes etnias e culturas, revelando a diversidade moçambicana, e como o romance critica tanto o colonialismo quanto as normas patriarcais. A "dança" Niketche, que dá nome ao livro, é uma metáfora importante para a dinâmica de poder e relações entre as mulheres e Tony.
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A terra dos mil povos (1998), Kaká Werá
A Terra de Mil Povos fala sobre a cultura e espiritualidade dos povos indígenas do Brasil.
O autor mostra como esses povos têm uma forte ligação com a natureza e suas tradições. Ele também explica as ameaças que os indígenas enfrentam, como o desmatamento e a perda de suas terras.
O livro mostra a importância de respeitar a diversidade cultural e proteger o meio ambiente. Kaká Werá usa histórias e reflexões para transmitir a sabedoria indígena e repensar nossa relação com a natureza e as diferentes culturas.
Para o vestibular: foque na relação espiritual dos povos indígenas com a natureza, nas críticas ao impacto do colonialismo e da exploração ambiental, e na importância da oralidade e da preservação cultural. Também é essencial entender como o autor aborda a interconexão entre todas as formas de vida e o respeito às tradições ancestrais.
Água funda (1949), de Ruth Guimarães
Água Funda se passa na fazenda Olhos d'Água, no Vale do Paraíba, São Paulo, e conta duas histórias conectadas. A primeira é sobre Sinhá Carolina, uma fazendeira rica, e sua filha Gertrudes, que foge com o capataz no fim da escravidão.
A segunda, cinquenta anos depois, narra a vida de Joca e Curiango, envolvendo mistérios e lendas populares, como a Mãe de Ouro.
O livro valoriza a cultura caipira, usando uma linguagem que mistura o jeito simples de falar do povo com uma escrita mais elaborada. Lendas, crenças e a vida no campo são temas importantes, além de mostrar as mudanças sociais da época.
Para o vestibular: preste atenção à dualidade temporal e como o misticismo e as lendas influenciam o comportamento dos personagens. Fique atento ao papel das mulheres na obra, a relação entre a tradição rural e as mudanças sociais trazidas pela modernidade, além da presença de elementos da cultura popular, como o folclore e a oralidade.
Cem anos de solidão (1967), de Gabriel García Márquez
Entre as leituras obrigatórias da UFRGS, temos um destaque da literatura internacional. Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez, conta a história da família Buendía em sete gerações, na cidade fictícia de Macondo. Tudo começa com José Arcadio Buendía e Úrsula Iguarán, os fundadores da cidade.
A trama acompanha os membros da família, mostrando como eles enfrentam repetições de erros, isolamento e eventos sobrenaturais, como fantasmas e acontecimentos mágicos que parecem normais.
O livro mistura fantasia e realidade para tratar de temas como solidão, poder, amor e corrupção. Além disso, faz críticas sociais e políticas, refletindo sobre a história da América Latina.
Para o vestibular: preste atenção nos temas recorrentes, como o realismo mágico, a solidão dos personagens e a repetição de eventos entre as gerações da família Buendía. Fique atento também às críticas sociais, como a exploração e o colonialismo. A estrutura não linear do livro e a forma como tempo e espaço se misturam também podem ser importantes.
Um útero é do tamanho de um punho (2012), de Angélica Freitas
Um útero é do tamanho de um punho, de Angélica Freitas, fala sobre temas como o papel da mulher na sociedade, a sexualidade e como a feminilidade é construída pela cultura.
Usando uma linguagem direta, divertida e sem seguir regras tradicionais da poesia, Freitas critica os estereótipos femininos e a violência simbólica contra as mulheres. O útero, símbolo que aparece em vários poemas, representa as expectativas e pressões colocadas sobre o corpo feminino.
Com isso, a autora convida o leitor a pensar sobre a liberdade e as imposições que as mulheres enfrentam diariamente.
Para o vestibular: preste atenção à forma como Angélica Freitas desconstrói a figura da mulher, usando humor e ironia para questionar estereótipos. É importante observar a ausência de pontuação e letras maiúsculas, que dá um tom de fluidez e informalidade. Além disso, o útero é usado como símbolo central para criticar a imposição social sobre o corpo feminino.
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Exercícios: resumo dos livros da UFRGS
Para o vestibular da UFRGS, é muito importante que você faça a leitura na íntegra das obras que compõem a lista obrigatória, pois a banca é conhecida por cobrar detalhes do enredo.
Então, o estudo aprofundado de cada obra é essencial para garantir um bom desempenho na resolução das questões! Confira a seguir dois exemplos da lista de 2025 com perguntas sobre as leituras obrigatórias da UFRGS.
Exemplo 1
(UFRGS 2024) Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações sobre alguns contos de Várias Histórias, de Machado de Assis.
( ) Em Conto de Escola, o narrador relembra como o professor Policarpo ensinou os jovens a se afastarem da corrupção e da delação.
( ) Em A Causa Secreta, Fortunato assiste Garcia chorar sobre o caixão de Maria Luíza.
( ) Em Dona Paula, a protagonista do conto reencontra, na história da sobrinha, algo de seus amores passados.
( ) Em Mariana, depois de 18 anos de ausência, Evaristo retorna ao Brasil, quando os amantes revivem as angústias de um amor proibido.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
a) F – V – V – F.
b) V – F – V – F.
c) F – V – V – V.
d) V – F – F – V.
e) F – V – F – V.
Resposta: [A]
Em Conto de Escola, o narrador relembra seu envolvimento com corrupção, e não uma lição contra ela, portanto, a afirmação é falsa. Já em A Causa Secreta, Fortunato vê Garcia chorar sobre o caixão de Maria Luíza, sendo verdadeira. No conto Dona Paula, a protagonista revê seus amores passados na história da sobrinha, também verdadeira. Já em Mariana, não há retorno de Evaristo ao Brasil, o que torna a afirmação falsa.
Exemplo 2
(UFRGS 2024) Em Lisístrata, de Aristófanes, a protagonista propõe uma greve de sexo às mulheres. Assinale a alternativa que corretamente descreve a obra.
a) Lisístrata revoluciona Atenas e ganha para as mulheres o direito de participação política.
b) A heroína, que se debate entre o nacionalismo e a paz, alcança a conciliação de ambos ao final.
c) Lisístrata clama pela lei natural, pelo direito de as mulheres serem iguais aos homens em todos os sentidos.
d) As mulheres de diferentes cidades, instadas por Lisístrata, abstêm-se de relações sexuais até que os homens decidam pela paz.
e) Os velhos não se surpreenderam que as mulheres tomassem a Acrópole, pois, assim como Lisístrata, elas já vinham clamando pela igualdade de gênero.
Resposta: [D]
Em Lisístrata, de Aristófanes, a protagonista lidera as mulheres em uma greve de sexo para forçar os homens a encerrar a guerra e trazer a paz, o que torna a alternativa [D] correta.
As outras opções estão incorretas: [A] é falsa, pois Lisístrata não busca participação política; [B] é incorreta, já que não há conciliação entre nacionalismo e paz; [C] também está errada, pois o foco não é a igualdade de gênero, mas o fim da guerra; e [E] é incorreta, pois os velhos tentam expulsar as mulheres da Acrópole.
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