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E se violência contra a mulher for um tema de redação? Veja repertórios

Entenda as principais causas da violência contra a mulher, conheça repertórios socioculturais, argumentos e propostas de intervenção para desenvolver uma redação consistente sobre o tema

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A violência contra a mulher é uma das violações de Direitos Humanos mais persistentes da atualidade. Presente em diferentes contextos sociais, ela vai muito além das agressões físicas, pois também se manifesta por meio da violência psicológica, sexual, patrimonial, moral e até digital.

Apesar dos avanços na legislação brasileira e das campanhas de conscientização, milhares de mulheres continuam sendo vítimas todos os anos, o que torna o enfrentamento desse problema um desafio coletivo.

Por sua relevância social e por envolver discussões sobre cidadania, igualdade de gênero e políticas públicas, esse é um tema que possui grande potencial para aparecer como proposta de redação do Enem e de diversos vestibulares.

Além disso, compreender suas causas e consequências permite construir argumentos mais consistentes e apresentar soluções fundamentadas. Por isso, neste artigo, você vai entender o que caracteriza a violência contra a mulher, conhecer os principais fatores que contribuem para sua permanência na sociedade e descobrir repertórios socioculturais que fortalecem a argumentação.

O que é violência contra a mulher?

A violência contra a mulher é qualquer ação ou omissão baseada no gênero que cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual, psicológico, moral ou patrimonial.

Ela pode ocorrer em diferentes espaços, por exemplo, dentro de casa, no ambiente de trabalho, nas instituições de ensino, nas redes sociais e até em locais públicos. Também atinge mulheres de todas as idades, classes sociais, etnias e níveis de escolaridade.

Embora muitas pessoas associem o problema apenas à agressão física, essa é apenas uma das manifestações possíveis. Em diversos casos, a violência começa de forma silenciosa, por meio de comportamentos de controle, humilhações, ameaças e isolamento da vítima, podendo evoluir para agressões mais graves.

Quais são os tipos de violência contra a mulher?

A legislação brasileira reconhece diferentes formas de violência. São elas:

Física

É a forma mais conhecida e envolve qualquer ação que provoque dor, lesões ou coloque em risco a integridade física da mulher.

Empurrões, socos, chutes, queimaduras e estrangulamentos são alguns exemplos. Em muitos casos, a violência física representa o estágio mais visível de um ciclo de abusos que começou muito antes, com comportamentos de manipulação e intimidação.

Psicológica

Consiste em atitudes que causam danos emocionais, reduzem a autoestima ou comprometem a autonomia da vítima. Entre os exemplos de violência psicológica estão:

  • ameaças constantes;
  • humilhações;
  • chantagens emocionais;
  • isolamento de familiares e amigos;
  • perseguição;
  • controle excessivo da rotina.

Por não deixar marcas aparentes, essa modalidade costuma ser mais difícil de identificar, embora possa gerar consequências profundas para a saúde mental.

Sexual

Ocorre quando a mulher é obrigada, coagida ou impedida de exercer livremente seus direitos sexuais e reprodutivos. Inclui situações como:

  • estupro;
  • tentativa de estupro;
  • relações sem consentimento;
  • imposição de práticas sexuais;
  • impedimento do uso de métodos contraceptivos;
  • gravidez forçada.

Esse tipo de violência pode ocorrer tanto dentro quanto fora de relacionamentos afetivos.

Patrimonial

A violência patrimonial acontece quando há destruição, retenção ou controle dos bens, documentos, dinheiro ou recursos financeiros da vítima. São exemplos:

  • impedir que a mulher trabalhe;
  • controlar totalmente sua renda;
  • destruir documentos;
  • vender bens sem autorização;
  • ocultar patrimônio.

Embora menos debatida, essa prática contribui para aumentar a dependência financeira da vítima e dificultar o rompimento da relação abusiva.

Moral

Relaciona-se à honra e à reputação da mulher. Pode ocorrer por meio de:

  • calúnia;
  • difamação;
  • injúria;
  • divulgação de informações falsas;
  • exposição pública com objetivo de humilhar.

Com a expansão das redes sociais, esse tipo de violência passou a ocorrer também em ambientes digitais, potencializando seus impactos.

Quais são as causas da violência contra a mulher?

A violência contra a mulher não possui uma origem única. Trata-se de um fenômeno complexo, influenciado por fatores históricos, culturais, sociais, econômicos e institucionais.

A seguir, conheça alguns dos principais fatores que contribuem para a permanência dessa violência na sociedade.

Cultura machista e desigualdade de gênero

Um dos fatores mais apontados por pesquisadores é a persistência de uma cultura baseada na desigualdade entre homens e mulheres.

Durante séculos, a sociedade atribuiu papéis diferentes aos gêneros, colocando os homens em posições de autoridade e poder, enquanto às mulheres cabiam funções ligadas ao cuidado da casa e da família.

Embora tenham ocorrido importantes avanços nas últimas décadas, muitos desses padrões continuam presentes, ainda que de forma menos explícita. Esse cenário favorece comportamentos de controle, ciúme excessivo, possessividade e naturalização da violência dentro dos relacionamentos.

Além disso, estereótipos de gênero podem reforçar a ideia equivocada de que a mulher deve aceitar determinadas situações para preservar o casamento ou a família, dificultando a identificação das relações abusivas.

Naturalização da violência

Outro fator importante é a banalização de comportamentos violentos. Expressões como "em briga de marido e mulher ninguém mete a colher", por muitos anos repetidas no senso comum, contribuíram para tratar a violência doméstica como um problema privado, e não como uma violação de Direitos Humanos.

Da mesma forma, piadas, comentários ofensivos, controle do modo de vestir, da vida social ou do uso das redes sociais ainda são, em alguns contextos, encarados como demonstrações de cuidado ou ciúme, quando, na realidade, podem representar sinais de relacionamentos abusivos.

Dependência financeira

A autonomia econômica também exerce papel importante no enfrentamento da violência.

Muitas mulheres permanecem em relações abusivas porque dependem financeiramente do agressor para sustentar a si mesmas ou aos filhos. Em alguns casos, a violência patrimonial impede que a vítima trabalhe, tenha acesso ao próprio dinheiro ou administre seus bens.

Essa dependência dificulta o rompimento do ciclo de violência e evidencia a importância de políticas públicas voltadas à geração de renda, qualificação profissional e independência financeira das mulheres.

Falhas na rede de proteção

Embora o Brasil possua uma legislação considerada avançada, ainda existem desafios relacionados à implementação das políticas públicas.

Em algumas regiões, há escassez de delegacias especializadas, casas de acolhimento, atendimento psicológico e equipes multidisciplinares para acompanhar as vítimas.

Além disso, a demora em processos judiciais ou dificuldades no cumprimento de medidas protetivas podem aumentar a sensação de insegurança e desestimular denúncias.

Violência reproduzida entre gerações

Outro aspecto frequentemente discutido é a reprodução de padrões familiares. Crianças que crescem em ambientes marcados por agressões podem desenvolver a percepção de que a violência faz parte das relações afetivas.

Isso não significa que todas repetirão esses comportamentos, mas demonstra como experiências vividas durante a infância podem influenciar a construção das relações na vida adulta.

Quais são as consequências da violência contra a mulher?

Os impactos da violência ultrapassam a esfera individual. Além de comprometer a saúde física e emocional das vítimas, o problema produz reflexos na economia, na educação, na segurança pública e em toda a sociedade.

Conheça algumas das principais consequências:

  • Impactos na saúde física e mental: podem incluir lesões, incapacidades permanentes e, nos casos mais graves, a morte da vítima. No aspecto psicológico, são frequentes quadros de ansiedade, depressão, baixa autoestima, transtorno de estresse pós-traumático e isolamento social.

  • Prejuízos econômicos: a violência também gera custos significativos para o Estado e para a sociedade. Os gastos envolvem atendimentos hospitalares, acompanhamento psicológico, processos judiciais, serviços de assistência social e ações das forças de segurança. Muitas vítimas também deixam de trabalhar temporariamente ou enfrentam dificuldades para manter sua produtividade, o que afeta sua renda e o desenvolvimento econômico.

  • Impactos sobre crianças e adolescentes: filhos que convivem com agressões podem apresentar dificuldades de aprendizagem, alterações emocionais, problemas de comportamento e maior vulnerabilidade ao desenvolvimento de transtornos psicológicos.

  • Ampliação das desigualdades sociais: a violência contra a mulher limita o acesso à educação, ao mercado de trabalho e à participação social. Em muitos casos, vítimas abandonam estudos, deixam empregos ou reduzem sua autonomia por medo, insegurança ou dependência financeira.

Panorama da violência contra a mulher no Brasil

A violência contra a mulher ainda é um dos principais problemas sociais do Brasil. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública com base em dados das secretarias estaduais de segurança e das polícias, o país registrou 1.492 feminicídios em 2024, o maior número da série histórica.

Isso significa que, em média, quatro mulheres foram vítimas de feminicídio por dia no Brasil.

Os dados também mostram que essa violência está fortemente ligada ao ambiente doméstico e às relações afetivas. De acordo com o Relatório Anual Socioeconômico da Mulher 2025, do Ministério das Mulheres, cerca de 71,6% das notificações de violência contra mulheres em 2023 ocorreram dentro de casa, evidenciando que o lar, muitas vezes visto como espaço de proteção, também pode ser o principal local de risco.

A dimensão do problema fica ainda mais evidente quando se observa a violência letal em um período mais amplo. Segundo o Atlas da Violência 2025, elaborado pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 47.463 mulheres foram assassinadas no Brasil entre 2013 e 2023. Apenas em 2023, foram 3.903 vítimas, o equivalente a uma taxa de 3,5 homicídios para cada 100 mil mulheres.

O recorte racial também revela desigualdades mais profundas: em 2023, mulheres negras representaram 68,2% das vítimas de homicídios femininos no país.

Esse dado mostra que o enfrentamento à violência contra a mulher também precisa considerar fatores como racismo, desigualdade social e acesso desigual à proteção do Estado.

Argumentos para desenvolver uma redação sobre violência contra a mulher

Depois de compreender o conceito e as principais causas da violência contra a mulher, chega o momento de transformar esse conhecimento em argumentos para a redação.

O ideal é evitar afirmações genéricas e demonstrar uma análise crítica do problema, relacionando diferentes aspectos sociais, culturais e institucionais.

A seguir, confira cinco argumentos que podem fortalecer sua argumentação em propostas sobre violência de gênero, feminicídio, violência doméstica ou temas semelhantes.

1. A desigualdade de gênero perpetua a violência contra a mulher

Um dos argumentos mais consistentes é relacionar a violência contra a mulher à desigualdade de gênero construída historicamente.

Ao longo da história, homens e mulheres ocuparam papéis diferentes na sociedade. De modo geral, os homens estavam mais presentes em cargos de liderança e nas decisões públicas, enquanto as mulheres assumiam, principalmente, as responsabilidades relacionadas aos cuidados com a família, os filhos e a casa.

Apesar das conquistas obtidas ao longo das últimas décadas, muitos desses padrões continuam influenciando relações sociais e afetivas.

Essa desigualdade pode favorecer comportamentos de controle, possessividade e dominação, criando um ambiente propício para diferentes formas de violência. Quando determinadas atitudes são vistas como "normais" ou "naturais", torna-se mais difícil identificar situações abusivas e romper esse ciclo.

Como utilizar na redação
Você pode defender que o combate à violência depende não apenas da punição dos agressores, mas também da promoção da igualdade de gênero por meio da educação, da valorização do respeito mútuo e da desconstrução de estereótipos presentes na sociedade.

2. A naturalização de comportamentos abusivos dificulta o enfrentamento do problema

Nem toda violência começa com agressões físicas. Em muitos casos, ela se manifesta inicialmente por meio de humilhações, ameaças, manipulação emocional, isolamento da vítima e controle excessivo de sua rotina.

Como esses comportamentos costumam ser banalizados ou confundidos com demonstrações de afeto, muitas vítimas demoram a reconhecer que estão vivendo uma relação abusiva.

Além disso, discursos presentes na cultura popular podem reforçar a ideia de que conflitos conjugais pertencem apenas ao âmbito privado, reduzindo a participação da sociedade na prevenção e na denúncia.

Como utilizar na redação
Esse argumento pode ser desenvolvido para defender campanhas educativas capazes de ensinar a população a identificar sinais precoces de violência e incentivar denúncias antes que as agressões evoluam para situações mais graves.

3. A dependência financeira pode dificultar o rompimento do ciclo de violência

A dependência econômica também é um dos fatores que podem dificultar o rompimento de uma relação abusiva.

Quando a mulher depende financeiramente do agressor para garantir seu sustento ou o de seus filhos, sair desse contexto se torna um desafio ainda maior.

Em muitos casos, o próprio agressor controla os recursos da vítima ou impede que ela trabalhe, estude ou tenha independência financeira, aumentando sua vulnerabilidade.

Como utilizar na redação
Na produção textual, é possível defender políticas públicas voltadas à capacitação profissional, geração de emprego, acesso ao crédito e acolhimento social como formas de fortalecer a independência das vítimas.

4. O fortalecimento das políticas públicas é essencial para reduzir os casos de violência

Apesar dos avanços na legislação brasileira, a existência de leis, por si só, não é suficiente para combater a violência contra a mulher.

Um dos principais desafios está na efetivação das políticas públicas, já que muitas vítimas ainda enfrentam dificuldades para acessar serviços de proteção e acolhimento ou para obter respostas rápidas do poder público.

Esse cenário evidencia que o enfrentamento da violência depende não apenas da punição dos agressores, mas também da atuação integrada entre instituições, da ampliação da rede de atendimento e de investimentos contínuos em prevenção e assistência às vítimas.

Como utilizar na redação
Esse argumento permite propor medidas relacionadas ao fortalecimento das instituições públicas, à ampliação dos serviços especializados e ao aprimoramento das políticas de prevenção e acolhimento.

5. A educação pode contribuir para prevenir a violência de gênero

Embora leis e punições sejam fundamentais, especialistas apontam que a prevenção também depende da formação cidadã.

A escola desempenha papel importante ao incentivar o respeito às diferenças, promover o diálogo, combater preconceitos e desenvolver habilidades relacionadas à convivência democrática.

Da mesma forma, a família e os meios de comunicação influenciam a construção de valores e comportamentos.

Quando crianças e adolescentes aprendem a resolver conflitos por meio do diálogo e compreendem a importância da igualdade de direitos, aumentam as chances de romper padrões históricos de violência.

Como utilizar na redação
Na proposta de intervenção, pode fundamentar ações voltadas à educação em Direitos Humanos, campanhas de conscientização, projetos escolares e iniciativas que promovem relações baseadas no respeito e na igualdade.

Repertórios socioculturais sobre violência contra a mulher

Mais importante do que citar uma obra ou um dado é estabelecer uma relação clara entre o repertório e a tese defendida. A seguir, confira algumas referências que podem ser utilizadas em redações sobre violência contra a mulher, desde que façam sentido para a sua argumentação.

1. Lei Maria da Penha

A Lei Maria da Penha representa um marco no combate à violência doméstica no Brasil ao reconhecer diferentes formas de violência e estabelecer mecanismos de proteção às vítimas.

Ela pode ser citada para demonstrar que, embora exista um importante aparato legal, ainda há desafios relacionados à prevenção, ao acolhimento das vítimas e à efetiva aplicação das políticas públicas.

Criada em 2006, a legislação estabelece mecanismos de prevenção, proteção e punição para casos de violência doméstica e familiar contra a mulher.

Além de ampliar as medidas protetivas, a lei reconhece oficialmente diferentes formas de violência, rompendo com a ideia de que apenas agressões físicas configuram abuso.

Outro avanço importante foi a criação de instrumentos que permitem o afastamento do agressor, o atendimento especializado às vítimas e a atuação integrada entre órgãos da segurança pública, do Judiciário e da assistência social.

Nos anos seguintes, outras normas fortaleceram essa rede de proteção, como a tipificação do feminicídio e leis voltadas ao combate da violência psicológica e da violência praticada em ambientes virtuais.

2. Convenção de Belém do Pará

Firmada em 1994, a Convenção de Belém do Pará foi um dos primeiros tratados internacionais voltados especificamente à prevenção, punição e erradicação da violência contra a mulher nas Américas.

O documento reforça que combater esse tipo de violência é responsabilidade dos Estados e não apenas das vítimas ou de suas famílias.

3. Simone de Beauvoir

A filósofa francesa Simone de Beauvoir analisou como diferenças socialmente construídas entre homens e mulheres influenciam relações de poder.

Seu pensamento pode fundamentar argumentos relacionados à desigualdade de gênero, aos estereótipos sociais e à necessidade de transformação cultural para prevenir diferentes formas de violência.

👉 Leia também: Feminismo e questões de gênero: leia um resumo completo

4. Documentário Precisamos Falar com os Homens?

O documentário brasileiro discute como padrões de masculinidade influenciam comportamentos violentos e propõe reflexões sobre educação, relações de gênero e prevenção.

Pode ser utilizado para defender que a prevenção da violência também passa pela construção de novas formas de socialização masculina baseadas no respeito e na igualdade.

5. Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 5 (ODS 5)

Entre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, o de número 5 propõe alcançar a igualdade de gênero e eliminar todas as formas de violência e discriminação contra mulheres e meninas.

Esse repertório demonstra que o enfrentamento da violência contra a mulher faz parte de uma agenda internacional voltada à promoção dos direitos humanos e do desenvolvimento sustentável.

Como fazer uma proposta de intervenção sobre violência contra a mulher?

Na redação do Enem, não basta apresentar uma análise consistente do problema. Também é necessário elaborar uma proposta de intervenção que respeite os Direitos Humanos e apresente uma solução viável para a questão discutida. Uma boa proposta deve responder a cinco perguntas:

  • Quem realizará a ação?
  • O que será feito?
  • Como essa ação será executada?
  • Com qual objetivo?
  • Qual será o resultado esperado?

No caso da violência contra a mulher, é importante lembrar que se trata de um problema complexo. Por isso, dificilmente uma única medida será suficiente para solucioná-lo.

O ideal é combinar ações voltadas à prevenção, proteção das vítimas, responsabilização dos agressores e promoção da igualdade de gênero. Confira algumas possibilidades:

Fortalecimento da educação para a igualdade

Escolas, universidades e instituições públicas podem promover projetos que estimulem o respeito, a resolução pacífica de conflitos e a igualdade entre homens e mulheres.

O objetivo não é apenas informar, mas contribuir para a formação de cidadãos capazes de reconhecer e combater diferentes formas de violência. Essa proposta dialoga diretamente com a ideia de prevenção, já que busca reduzir comportamentos violentos antes mesmo que eles ocorram.

Ampliação da rede de atendimento às vítimas

Outra possibilidade é defender o fortalecimento dos serviços especializados. Isso pode envolver:

  • ampliação das delegacias especializadas;
  • aumento da oferta de casas de acolhimento;
  • atendimento psicológico gratuito;
  • assistência jurídica;
  • canais de denúncia acessíveis;
  • equipes multidisciplinares para acompanhamento das vítimas.

Campanhas permanentes de conscientização

Campanhas informativas também podem integrar a proposta de intervenção. Elas podem orientar a população sobre como identificar relacionamentos abusivos, como denunciar situações de risco e quais são os tipos de violência previstos em lei.

Além de informar, campanhas permanentes contribuem para combater a naturalização da violência e estimular a denúncia.

Incentivo à autonomia econômica das mulheres

Como a dependência financeira pode dificultar o rompimento de relações abusivas, outra intervenção possível é defender políticas públicas que ampliem a autonomia das mulheres. Entre elas estão:

  • cursos de qualificação profissional;
  • programas de empregabilidade;
  • incentivo ao empreendedorismo feminino;
  • acesso ao crédito;
  • políticas de inclusão no mercado de trabalho.

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Érica Aguiar

Jornalista e colaboradora do Aprova Total. Atua como jornalista há 9 anos, na redação de textos para revistas, sites e blogs.

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