O que mais cai de gramática no Enem? Guia completo para a prova de Linguagens
Conheça os tópicos gramaticais mais cobrados no Enem e aprenda estratégias práticas para dominá-los de forma contextualizada

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Você já se perguntou exatamente o que mais cai de gramática no Enem e como direcionar seus estudos para conquistar uma boa nota na prova de Linguagens?
A resposta pode ser mais simples do que parece, mas exige uma abordagem estratégica. Saber o conteúdo mais cobrado em gramática permite focar nos tópicos essenciais. O Enem não cobra decoreba gramatical, e sim a aplicação prática das regras da língua portuguesa em contextos reais de interpretação e produção textual.
Diferente dos vestibulares tradicionais, a prova de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias do Enem integra gramática com interpretação crítica, análise de gêneros textuais e compreensão das funções da linguagem.
Vamos descobrir juntos como estudar de forma produtiva, focando nos tópicos que realmente aparecem na prova e nas estratégias para resolver questões de múltipla escolha com confiança.
NAVEGUE PELOS CONTEÚDOS
O que mais cai de português no Enem?
Lembra das aulas de português do ensino médio onde decorávamos regras? No Enem é diferente. Analisando as provas dos últimos anos, identificamos que a gramática no Enem aparece de forma contextualizada, sempre integrada à interpretação textual e à análise crítica da linguagem.
A prova prioriza competências como compreender textos de diversos gêneros, identificar recursos expressivos e analisar o uso da norma padrão em diferentes situações comunicativas.
Análise dos temas gramaticais e sua frequência
Com base na análise das provas do Enem, os conteúdos gramaticais mais frequentes no Enem são:
- Concordância verbal e nominal, especialmente em casos complexos como concordância com sujeito composto e coletivos.
- Regência verbal e nominal, focando principalmente em verbos que exigem preposições específicas.
- Crase, geralmente associada à análise de textos formais.
- Pontuação, com ênfase no uso de vírgulas e ponto e vírgula para organizar ideias.
- Vozes verbais (ativa, passiva e reflexiva), sempre relacionadas à interpretação de sentidos nos textos.
- Colocação pronominal, principalmente em situações que contrastam registro formal e informal.
- Figuras de linguagem, sempre conectadas à análise de efeitos expressivos nos textos.
Interpretação textual integrada à gramática
O diferencial do Enem é que a gramática nunca aparece isolada. Quando a prova aborda concordância verbal, por exemplo, ela apresenta um texto real onde você precisa identificar qual versão está de acordo com a norma padrão e por quê essa escolha é mais adequada ao contexto apresentado.
Isso significa que decorar regras não basta. Você precisa entender o porquê de uma determinada construção gramatical ser mais eficaz para transmitir uma ideia, como ela contribui para a coesão textual e qual efeito de sentido produz. A gramática vira ferramenta de análise crítica, não fim em si mesma.
Por exemplo, ao analisar o uso de vozes verbais, o Enem pode apresentar um texto jornalístico e questionar qual versão (voz ativa ou passiva) seria mais adequada considerando a intenção comunicativa e o público-alvo. Essa abordagem integrada é o que diferencia a prova de outros vestibulares.
Gramática e estrutura da Língua Portuguesa para o Enem
Agora que você entendeu como a gramática aparece no Enem, vamos detalhar cada tópico com foco na aplicação prática. Lembre-se: o objetivo não é apenas conhecer as regras, mas saber aplicá-las na análise de textos e na resolução de questões contextualizadas.
Concordância verbal e nominal
Concordância é a relação harmoniosa entre palavras que se flexionam para concordar em gênero, número e pessoa. Por exemplo: "O menino estuda" (singular) e "Os meninos estudam" (plural) - o verbo se adapta ao sujeito.
A concordância é um dos temas mais cobrados porque está diretamente relacionada à clareza e correção dos textos. No Enem, você encontrará principalmente casos complexos que exigem análise cuidadosa.
Na concordância verbal, fique atento aos casos com sujeito composto (especialmente quando um dos elementos está no plural), concordância com percentual acompanhado de especificação e verbos que concordam com o predicativo. Por exemplo: "Cerca de 30% dos estudantes demonstraram interesse pelo projeto" (o verbo concorda com "estudantes", não com "30%").
Para concordância nominal, o Enem costuma explorar situações com adjetivos que se referem a substantivos de gêneros diferentes e casos com numerais ordinais. Como quando você compra uma camisa e um sapato novos - o adjetivo concorda com o mais próximo. Exemplo: "As primeiras e segundas colocadas receberam prêmios" (o adjetivo "colocadas" concorda com o substantivo mais próximo no feminino).
Na resolução das questões, quando encontrar uma questão de concordância, identifique primeiro o núcleo do sujeito (para verbal) ou o substantivo principal (para nominal). Ignore elementos que possam confundir, como adjuntos adverbiais intercalados.
Regência verbal e nominal
Regência é a relação de dependência entre termos da oração, determinando qual preposição deve ser usada. Por exemplo: "Gosto de chocolate" (o verbo "gostar" exige a preposição "de").
A regência é crucial porque afeta diretamente o sentido das frases e a clareza da comunicação. O Enem prioriza verbos e nomes que costumam gerar dúvidas no uso cotidiano. No Enem, regência aparece principalmente em questões que pedem para identificar adequação à norma padrão em textos formais.
Os verbos mais cobrados incluem: assistir (assistir a um filme / assistir o paciente), implicar (implicar algo / implicar em consequências), preferir (preferir algo a outra coisa), visar (visar ao cargo / visar o documento) e aspirar (aspirar ao sucesso / aspirar o ar).
Na regência nominal, foque em substantivos, adjetivos e advérbios que exigem preposições específicas: aversão a, compatível com, contrário a, favorável a, paralelo a, relativo a.
Estratégia de resolução: substitua o termo regente por um sinônimo que você domina. Se a dúvida é entre "assistir o filme" ou "assistir ao filme", pense que "assistir" (no sentido de ver) pode ser substituído por "ver". Como dizemos "ver o filme", tendemos a usar "assistir o filme", mas a regência padrão é "assistir ao filme".
Crase
Você já aprendeu que artigo 'a' + preposição 'a' = à. Agora vamos ver quando isso realmente acontece nos textos. A crase no Enem aparece principalmente em contextos onde você precisa identificar qual versão está adequada à norma padrão e ao registro formal exigido pela situação comunicativa.
Casos essenciais: crase antes de palavra feminina (vou à escola), locuções adverbiais femininas (às vezes, à noite), locuções prepositivas femininas (devido à chuva) e antes de nomes próprios femininos quando há intimidade (à Maria, mas não a senhora Maria).
Casos proibidos: antes de verbo (começou a chover), antes de palavra masculina (foi a cavalo), antes de pronomes pessoais (entreguei a ela) e quando o "a" está no singular e a palavra seguinte no plural (refiro-me a pessoas especiais).
Dica prática: use o método da substituição por palavra masculina. Se puder substituir "a/à" por "ao", use crase. Se a troca resultar apenas em "a", não use crase. Exemplo: "Vou à escola" → "Vou ao colégio" (usa crase). "Vou a pé" → "Vou a cavalo" (não usa crase).
Pontuação
A pontuação no Enem está intimamente ligada à organização das ideias e à clareza do texto. A prova costuma explorar principalmente o uso de vírgulas em estruturas sintáticas específicas. Vestibulares perguntam especialmente sobre vírgulas que separam orações, pois afetam diretamente a interpretação do texto.
Vírgula obrigatória: separar itens de uma enumeração, isolar vocativo, isolar aposto, separar orações coordenadas introduzidas por conjunção, isolar adjunto adverbial deslocado.
Vírgula proibida: entre sujeito e verbo, entre verbo e objeto direto, entre nome e seu complemento nominal obrigatório.
Ponto e vírgula: separa itens de uma enumeração quando estes já contêm vírgulas internamente, separa orações que se equilibram em importância. Dois-pontos: introduzem citações, explicações, enumerações e destaques.
Vozes verbais: ativa, passiva e reflexiva
Voz do verbo indica a relação entre o sujeito e a ação verbal - se ele pratica, sofre ou pratica e sofre a ação. As vozes verbais são fundamentais para a interpretação de textos, pois revelam diferentes perspectivas sobre a mesma ação e podem criar efeitos de sentido específicos.
Voz ativa: o sujeito pratica a ação. "O governo implementou novas medidas." Essa construção enfatiza o agente da ação e transmite ideia de responsabilidade direta.
Voz passiva analítica: formada por verbo ser + particípio. "Novas medidas foram implementadas pelo governo." Enfatiza a ação e seu resultado, pode omitir ou minimizar o agente.
Voz passiva sintética: é quando o pronome "se" indica que o sujeito sofre a ação, formada com pronome apassivador "se". "Implementaram-se novas medidas." Cria efeito de impessoalidade e formalidade.
Voz reflexiva: o sujeito é agente e paciente da ação. "O governo se comprometeu com as mudanças."
No Enem, analise sempre qual efeito de sentido cada voz produz no contexto apresentado. A escolha da voz verbal nunca é aleatória em um texto bem construído.
Figuras de linguagem e sua função gramatical
As figuras de linguagem no Enem são analisadas tanto do ponto de vista estilístico quanto gramatical. Elas podem alterar a estrutura sintática padrão e criar efeitos expressivos específicos. Explore também nosso material sobre [literatura no Enem] para compreender melhor essas figuras em contexto literário.
Hipérbato/inversão: é quando mudamos a ordem normal das palavras na frase para dar ênfase. "Dos estudantes, muitos aproveitavam as férias" (ordem direta: "Muitos estudantes aproveitavam as férias").
Elipse: omissão de termos que podem ser deduzidos pelo contexto. "Na sala, os estudantes; no pátio, os professores" (omissão de "estavam").
Zeugma: omissão de termo já expresso anteriormente. "Ele gosta de futebol; ela, de vôlei" (omissão de "gosta").
Anacoluto: quebra da estrutura sintática esperada, comum na linguagem oral. "Essas pessoas, não sei o que fazer com elas."
Colocação pronominal
A colocação pronominal é especialmente relevante porque marca as diferenças entre registro formal e informal, aspecto muito valorizado pelo Enem.
Próclise (pronome antes do verbo): obrigatória após palavras negativas (não se preocupe), pronomes interrogativos (quem se interessou?), conjunções subordinativas (quando se cansou).
Ênclise (pronome após o verbo): padrão em início de frase (Apresentou-se ontem), após vírgula (O candidato, candidatou-se rapidamente), em orações imperativas afirmativas (Sente-se ali).
Mesóclise (pronome no meio do verbo): é como dividir a palavra ao meio para encaixar o pronome, usada com futuro do presente e futuro do pretérito (Apresentar-se-á amanhã).
Em textos formais, evite iniciar frases com pronome oblíquo. Prefira "Comprometeu-se com o projeto" em vez de "Se comprometeu com o projeto".

Como estudar o que mais cai de gramática no Enem? Cronograma prático
Criar um plano de estudos eficiente para gramática exige equilibrar teoria, prática e revisão. O segredo é integrar o estudo gramatical à análise de textos reais, simulando sempre a abordagem contextualizada do Enem.
Montando um cronograma eficiente para gramática
Semanas 1-2: Concordância verbal e nominal - 3 horas semanais divididas em: 1h teoria com exemplos, 1h resolução de exercícios comentados, 1h análise de textos aplicando os conceitos.
Semanas 3-4: Regência verbal e nominal - mesmo esquema de distribuição, focando nos verbos mais cobrados e suas mudanças de sentido conforme a regência.
Semana 5: Crase - Como é um tópico mais específico, concentre o estudo em uma semana intensiva com muitos exercícios práticos.
Semana 6: Pontuação - Foque especialmente no uso de vírgulas e ponto e vírgula, analisando textos jornalísticos e acadêmicos.
Semana 7: Vozes verbais e colocação pronominal - Analise como esses recursos afetam o sentido dos textos.
Semana 8: Figuras de linguagem com função gramatical - Estude como alteram a estrutura sintática.
Semanas 9-10: Revisão integrada e simulados - Resolva provas completas mesclando todos os tópicos.
Teste seu aprendizado: Após cada tópico do cronograma, faça um mini-quiz de 2-3 questões objetivas para verificar sua compreensão. Para um estudo ainda mais organizado, consulte nosso [cronograma de estudos para o Enem] que integra todos os conteúdos.
Resumo: o que mais cai de gramática no Enem
Para finalizar nosso guia, aqui está um resumo prático dos pontos essenciais para sua revisão:
Temas prioritários por frequência:
- Figuras de linguagem - foque em função expressiva e efeitos de sentido.
- Concordância verbal e nominal - casos complexos com sujeito composto e coletivos.
- Pontuação - especialmente vírgulas em estruturas sintáticas específicas.
- Regência verbal e nominal - verbos com mudança de sentido conforme preposição.
- Crase - locuções femininas e nomes próprios.
- Vozes verbais - análise de efeitos de sentido.
- Colocação pronominal - diferenças entre registro formal e informal.
Estratégias-chave para a prova:
• Sempre contextualize a gramática - nunca analise regras isoladamente
• Identifique o registro linguístico exigido (formal/informal) antes de escolher a alternativa
• Use técnicas de eliminação baseadas em erros gramaticais evidentes
• Relacione cada regra com sua função comunicativa específica
• Pratique com questões comentadas que explicam o raciocínio por trás da resolução
Lembre-se: o segredo para dominar o que mais cai de gramática no Enem é integrar teoria à prática interpretativa. A gramática é sua ferramenta para compreender melhor os textos e comunicar com clareza e precisão. Com dedicação e estratégia adequada, você está preparado para conquistar uma excelente pontuação na prova de Português!





