Veja dicas de como memorizar fórmulas para provas
Descubra como fixar fórmulas na memória com repetição espaçada, mnemônicos, mapas mentais e outras estratégias

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Memorizar fórmulas é um desafio para quem estuda disciplinas como Matemática, Física, Química e Raciocínio Lógico para Enem e vestibular. Afinal, não basta entender como resolver um problema, também é preciso lembrar, com rapidez, qual fórmula aplicar e em quais situações ela deve ser usada.
Na hora da prova, esquecer uma única equação pode comprometer toda a resolução da questão.
Por isso, saber como memorizar fórmulas faz toda a diferença entre errar uma questão por descuido e acertar com segurança. O problema é que muitos estudam fórmulas de forma passiva, apenas copiando o conteúdo ou relendo o material, sem utilizar estratégias que realmente fortaleçam a memória de longo prazo.
O resultado é previsível, afinal, a fórmula parece familiar durante os estudos, mas desaparece quando mais importa!
Neste guia, você vai conhecer técnicas práticas para memorizar fórmulas, entender quando utilizá-las e recuperá-las com mais facilidade durante a prova. Também verá como integrar essas estratégias à rotina de estudos para ganhar mais segurança e agilidade na resolução de questões.
NAVEGUE PELOS CONTEÚDOS
3 sugestões para memorizar fórmulas
A memória não retém informações isoladas com facilidade. Ela retém conexões, padrões e significados. Por isso, as melhores técnicas de memorização são aquelas que criam vínculos entre a fórmula e algo que o cérebro já conhece.
Existem três caminhos comprovados que funcionam muito bem:
- a repetição espaçada;
- os mnemônicos ou macetes;
- e os mapas mentais.
Cada um atua num aspecto diferente da memorização, mas usá-los em conjunto é ainda melhor.
Repetição espaçada
A repetição espaça consiste em rever o conteúdo antes de esquecê-lo por completo. Ou seja, em vez de estudar a mesma fórmula todos os dias, você a revisa em intervalos crescentes. No dia seguinte, depois na outra semana, dali um mês... até os dias anteriores à prova.
Isso acontece porque, sem revisão, as fórmulas ficam presas na memória de curto prazo.
Para organizar esse ciclo na prática, o método de revisão ativa é uma das melhores soluções.
Uso de macetes e mnemônicos
Os mnemônicos são técnicas de memorização que criam associações entre uma informação e palavras, frases, imagens ou sons fáceis de lembrar.
Em vez de decorar um conteúdo de forma mecânica, você estabelece um "atalho mental" que facilita a recuperação da informação na hora da prova, tornando a memorização mais rápida e eficiente.
Por exemplo, para a fórmula da Segunda Lei de Newton (F = m ⋅ a), alguns estudante usam a frase "Francisco, meu amigo", para lembrar-se das variáveis na ordem certa. Parece bobo, mas funciona!
Quanto mais inusitado ou engraçado, melhor, pois o cérebro retém melhor o que causa alguma reação emocional.
💡 Tente criar um para cada fórmula que você considera difícil e veja a diferença na próxima revisão.
Mapas mentais
Um mapa mental agrupa fórmulas por área de conhecimento, criando um panorama visual de tudo que está conectado. Ao estudar Matemática financeira, por exemplo, você pode montar um mapa com juros simples, juros compostos e porcentagem no mesmo lugar, mostrando como elas se relacionam.
Isso ajuda não só a memorizar cada fórmula isoladamente, mas a entender quando usar cada uma na prova. Separar por temas que aparecem nos editais mais cobrados torna o mapa ainda mais estratégico e focado.
👉 Leia também: Mapa mental: veja o passo a passo para montar o seu
Organização das fórmulas
O primeiro passo é saber exatamente o que merece mais atenção. Antes de montar um cronograma ou escolher os materiais de estudo, vale identificar quais são os assuntos mais cobrados no Enem e nos principais vestibulares.
Essa análise ajuda a definir prioridades, distribuir melhor o tempo disponível e concentrar esforços nos conteúdos com maior chance de aparecer nas provas, tornando a preparação muito mais estratégica.
Dessa maneira, priorize fórmulas com alto índice de cobrança antes de qualquer outra.
Além disso, anote também em quais situações as fórmulas são utilizadas, fazendo conexões com o contexto.
Você pode organizar um formulário ou tabela para facilitar a visualização em uma revisão rápida. Use cores, ícones e divisões por tema para tornar o processo mais fácil. E sempre que encontrar uma fórmula nova no simulado, nas aulas ou na revisão, ela entra nesse espaço.
Como memorizar as fórmulas?
Conhecer as técnicas é só o começo. A fixação real acontece na prática diária, na consistência e na forma como você se testa ao longo da semana. Algumas estratégias são:
- Resolver questões logo após estudar uma fórmula nova: não espere "dominar" antes de praticar. Quanto antes você aplica a fórmula num exercício real, mais rápido ela se consolida na memória.
- Revisão ativa com perguntas e respostas: em vez de reler as fichas de revisão passivamente, cubra a resposta e tente escrever a fórmula de memória. Depois, confira.
- Entender a origem da fórmula: decorar sem compreender costuma funcionar por pouco tempo. Sempre que possível, descubra o que cada variável representa e como a fórmula foi construída. Isso facilita lembrar dela mesmo sob pressão.
- Separar fórmulas parecidas: muitas confusões acontecem entre expressões semelhantes. Estude-as lado a lado e destaque as diferenças para evitar trocas na prova.
- Misturar conteúdos nas revisões: em vez de revisar apenas fórmulas de uma única matéria, intercale disciplinas. Esse treino obriga o cérebro a reconhecer qual fórmula é adequada para cada tipo de problema, como acontece no Enem e nos vestibulares.
- Usar simulados para testar a memória: além de avaliar o desempenho, os simulados mostram quais fórmulas você esquece com mais frequência. Faça uma lista desses pontos fracos e dê prioridade a eles nas próximas revisões.
Macetes para lembrar de fórmulas
Embora não substituam a compreensão do conteúdo, os macetes ajudam a recuperar rapidamente uma fórmula durante a prova, principalmente em momentos de nervosismo. Alguns desses macetes são tão populares que atravessam gerações de estudantes e continuam sendo ensinados em cursinhos e escolas.
| Fórmula | Macete |
|---|---|
| S = S₀ + vt | Sorvete ("Sorvete" lembra S = S₀ + V·T) |
| S = S₀ + v₀t + at²/2 | Sorvetão (é o "sorvete", maior porque a fórmula é maior) |
| v = v₀ + at | Vovô ateu ("Vo-vô A-Teu" → V = V₀ + A·T) |
| Q = m · c · ΔT | Qui Ma Cê Tê (pronúncia das letras: Q M C T) |
| Q = m · L | Qui moleza! |
| PV = nRT | Por Você Nunca Rezei Tanto |
| V = λf | Você Lambe a Faca |
| E = F/Q | É FraQueza! |
| (a+b)2=a2 + 2ab + b2 | Quadrado do primeiro, mais duas vezes o primeiro pelo segundo, mais o quadrado do segundo |





