Questão 36 da prova amarela do 1º dia do Enem 2025; veja as questões correspondentes
Confira a alternativa correta e a resolução detalhada da questão 36 da prova amarela do primeiro dia; ao final, você encontra as respostas das outras cores de provas

Acessibilidade
TEXTO I
Os trabalhos da exposição Adriana Varejão: suturas, fissuras, ruínas colocam em pauta o exame da história visual, das tradições iconográficas europeias e do fazer artístico ocidental. O corte, a rachadura, o talho e a fissura são elementos de narrativas recorrentes nos trabalhos da artista desde 1992. As produções recentes incluem pinturas tridimensionais de grande escala das séries Ruínas de charque e Línguas.
Disponível em: https://pinacoteca.org.br. Acesso em: 10 jan. 2025 (adaptado).
TEXTO II

VAREJÃO, A. Azulejaria em carne viva. Óleo sobre tela, poliuretano, madeira e alumínio, 160 x 200 x 25 cm. 1999. Disponível em: www.adrianavarejao.net. Acesso em: 10 jan. 2025.
NAVEGUE PELOS CONTEÚDOS
A utilização de recursos visuais como suturas, cortes e ruínas por Adriana Varejão, na obra Azulejaria em carne viva, remete à(s)
A) sobreposição da cultura brasileira à arte portuguesa.
B) manutenção da representação realista na arte brasileira.
C) violências desencadeadas pelo processo colonial brasileiro.
D) desigualdades nos incentivos à produção artística brasileira.
E) negligência na conservação do patrimônio arquitetônico luso-brasileiro.
Questões correspondentes
Prova Azul: 23
Prova Branca: 25
Prova Verde: 36
Resolução da questão
Gabarito: C
A obra de Adriana Varejão evidencia as violências desencadeadas pelo processo colonial brasileiro, ao expor a fusão entre a estética portuguesa dos azulejos e a carne dilacerada. Essa justaposição simboliza o choque entre culturas, a dominação e as feridas deixadas pela colonização.
A) A sobreposição da cultura brasileira à arte portuguesa não ocorre; o que há é uma crítica à imposição e à violência simbólica da cultura europeia sobre as culturas locais durante o período colonial.
B) A obra não busca a manutenção do realismo, mas a desconstrução da representação tradicional por meio de elementos simbólicos e expressivos.
D) O tema da desigualdade nos incentivos à produção artística brasileira não é abordado na obra; sua discussão é histórica e cultural, não institucional.
E) A negligência na conservação do patrimônio arquitetônico luso-brasileiro não é o foco; a obra trata da dimensão simbólica e histórica da colonização, e não da preservação material.





