Questão 34 da prova amarela do 1º dia do Enem 2025; veja as questões correspondentes
Confira a alternativa correta e a resolução detalhada da questão 34 da prova amarela do primeiro dia; ao final, você encontra as respostas das outras cores de provas

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Só entende os corações desse lugar quem mergulha nesse mar a perder de vista e recoberto de cana caiana, cana fita, cana roxa, cana-de-macaco, açúcar, melado, rapadura, aguardente, fumo, mandioca, quiabos, pimentas, moendas, frutas, fruta-pão, sobrados, senzalas, tachos, casa de purgar. Um reino dentro de outro, com tudo o que se tem direito: reis, rainhas, príncipes e princesas, bobos da corte, cortesãos, conselheiros e escravos, muitos escravos. [...]
A corte do massapê, como qualquer outra na história da humanidade, fazia tudo para não deixar escapar nenhum mísero grão dos seus domínios para quem estivesse de fora do seu apertado círculo. Os nomes se repetiam de pai para filho, para sobrinho, para netos e bisnetos, de forma concêntrica e repetitiva, para que não pairasse nenhuma dúvida de que são todos da mesma parentela. As farinhas todas num mesmo saco brasonado.
CRUZ, E. A. Água de barrela. Rio de Janeiro: Malê, 2018.
NAVEGUE PELOS CONTEÚDOS
Nesse fragmento, o narrador enumera o resultado do trabalho com a terra, o qual, no contexto em que aparece,
A) espelha a permanência dos privilégios de classe.
B) oferece um panorama da população do campo.
C) mostra os benefícios da fartura na agricultura.
D) defende a importância da atividade coletiva.
E) valoriza o trabalho ao longo das gerações.
Questões correspondentes
Prova Azul: 29
Prova Branca: 29
Prova Verde: 30
Resolução da questão
Gabarito: A
O texto evidencia a permanência dos privilégios de classe, ao descrever uma estrutura social em que a riqueza e o poder permanecem concentrados nas mesmas famílias ao longo das gerações. A metáfora da “corte do massapê” reforça a ideia de um sistema fechado, hierárquico e excludente, em que poucos se beneficiam do trabalho com a terra enquanto muitos permanecem à margem.
B) O texto não oferece um panorama geral da população do campo, mas sim uma crítica à elite agrária e à concentração de poder.
C) A fartura mencionada não é apresentada como benefício coletivo, mas como símbolo da desigualdade social e da exploração.
D) A atividade coletiva não é valorizada; ao contrário, o narrador denuncia o caráter excludente e concentrador da produção agrícola.
E) O trabalho ao longo das gerações não é valorizado, pois é retratado como parte de um ciclo de dominação e continuidade de privilégios familiares.





