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Questão 30 da prova amarela do 1º dia do Enem 2025; veja as questões correspondentes

Confira a alternativa correta e a resolução detalhada da questão 30 da prova amarela do primeiro dia; ao final, você encontra as respostas das outras cores de provas

Acessibilidade

I: o nome do filme é roupa suja ... eu assisti na minha casa ... com minha mãe ... tinha um ... o filme era sobre um homem que colocaram ... trocaram as bolsas ... daí o homem levou uma bolsa cheia de dinheiro sem ele saber que na mala dele ... pensando que era dele mas era errada ... quando ele chegou onde ele ia trabalhar ... tinha uma moça tentando abrir a porta pra fazer entrevista com uns cantores lá que tinham ... daí ele perguntou ... “você tá tentando abrir a porta?” ... daí ela ... “não ... não” ... daí ele disse ... “ah ... tá ... sim” ... daí ela ... “é ... e quero fazer uma entrevista” ... aí ele disse ... “você quer entrar ... dá pra gente entrar” ... daí entraram ... daí ficaram lá ... quando ela entrou e queria fazer a entrevista um homem num deixou ... daí o mulher pegou ... subiu onde o homem tava trabalhando ... o rapaz né ... onde ele tava trabalhando e ficou lá e dando o show ...

CUNHA, M. A. F. Corpus discurso & gramática: a língua falada e escrita na cidade de Natal. Disponível em: https://deg.uff.br. Acesso em: 4 dez. 2024 (adaptado).

Nesse texto, a repetição da forma "daí" revela

A) a necessidade de adequação ao interlocutor.
B) a origem regional do locutor.
C) a escolaridade do falante.
D) uma estratégia presente na linguagem oral.
E) uma ênfase em determinadas partes do discurso.

Questões correspondentes

Prova Azul: 36

Prova Branca: 32

Prova Verde: 26

Resolução da questão

Gabarito: D

A repetição da forma “daí” revela uma estratégia presente na linguagem oral, pois serve como elemento coesivo que conecta as partes do relato e marca a sequência temporal dos acontecimentos. Esse tipo de repetição é comum na fala espontânea e reflete a maneira como o locutor organiza suas ideias em tempo real, mantendo a fluidez e a continuidade do discurso narrativo.

A) A necessidade de adequação ao interlocutor não se aplica aqui, já que o uso de “daí” não tem o objetivo de ajustar o discurso conforme o ouvinte, mas sim de estruturar a narrativa oral. O falante não está adaptando seu modo de falar, e sim utilizando um marcador típico da oralidade.

B) A origem regional do locutor não pode ser determinada pelo uso de “daí”, pois essa expressão é amplamente difundida em diferentes regiões do Brasil. Ela não é exclusiva de uma variedade regional, sendo antes um traço da linguagem coloquial em geral.

C) A escolaridade do falante não é revelada pela repetição de “daí”. O uso frequente de marcadores discursivos é característico da fala informal de pessoas com diferentes níveis de instrução e não indica, por si só, falta de domínio linguístico.

E) A repetição não tem função de dar ênfase a partes específicas do discurso, mas sim de estabelecer continuidade entre os fatos narrados. O “daí” atua como um conector sequencial, e não como um recurso de destaque ou intensificação de ideias.

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