Questão 59 da prova amarela do 1º dia do Enem 2025; veja as questões correspondentes
Confira a alternativa correta e a resolução detalhada da questão 59 da prova amarela do primeiro dia; ao final, você encontra as respostas das outras cores de provas

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A ideia de êxodo urbano assume ares caricaturais. Pega a mais reduzida parte da pirâmide social e projeta para todos seus desejos defensivos. Se o êxodo urbano for compreendido como aquisição de uma segunda residência, então não estamos, de fato, falando de êxodo, mas da reversão de um excedente de renda de uma pequena fração da elite para as franjas metropolitanas. Se o êxodo urbano for compreendido como retorno aos municípios menos povoados, então não estamos, de fato, falando de êxodo urbano, mas de um movimento de migração de pessoas cuja estabilidade no emprego e a elevada renda lhes permitem simular, nas ilhas urbanas do interior agropecuário, a vida urbana metropolitana.
ARRAIS, T. A. O distópico êxodo urbano. Revista e., n. 11, maio 2021 (adaptado).
NAVEGUE PELOS CONTEÚDOS
A crítica apresentada no texto evidencia uma dinâmica socioespacial marcada pela
A) valorização de tradições rurais.
B) redução de plantações agrícolas.
C) estagnação de atividades comerciais.
D) precariedade de infraestruturas rodoviárias.
E) seletividade de deslocamentos populacionais.
Questões correspondentes
Prova Azul: 54
Prova Branca: 56
Prova Verde: 48
Resolução da questão
Gabarito: E
O texto critica a ideia de “êxodo urbano” ao mostrar que o deslocamento mencionado não envolve todas as classes sociais, mas apenas uma pequena parcela da elite que pode se mover entre espaços urbanos e rurais por ter renda e estabilidade. Essa situação revela uma seletividade dos deslocamentos populacionais, em que apenas grupos privilegiados têm condições de realizar esse movimento.
A) O texto não aborda valorização de tradições rurais, mas sim a reprodução de um estilo de vida urbano em áreas interioranas.
B) Não há menção à diminuição das plantações agrícolas; o foco é a migração de pessoas de alta renda, não as atividades produtivas do campo.
C) A crítica não se relaciona à estagnação comercial, mas à desigualdade social e à mobilidade seletiva.
D) O autor não discute a infraestrutura rodoviária, e sim os aspectos socioeconômicos que limitam quem pode realizar esses deslocamentos.





