Questão 33 da prova amarela do 1º dia do Enem 2025; veja as questões correspondentes
Confira a alternativa correta e a resolução detalhada da questão 33 da prova amarela do primeiro dia; ao final, você encontra as respostas das outras cores de provas

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Pequenino morto
Tange o sino, tange, numa voz de choro,
Numa voz de choro... tão desconsolado...
No caixão dourado, como em berço de ouro,
Pequenino, levam-te dormindo... Acorda!
Olha que te levam para o mesmo lado
De onde o sino tange numa voz de choro...
Pequenino, acorda!
Que caminho triste, e que viagem! Alas
De ciprestes negros a gemer no vento;
Tanta boca aberta de famintas valas
A pedir que as fartem, a esperar que as encham...
Pequenino, acorda! Recupera o alento,
Foge da cobiça dessas fundas valas
A pedir que as encham.
CARVALHO, V. Poemas e canções. Rio de Janeiro: Saraiva, 1962 (fragmento).
NAVEGUE PELOS CONTEÚDOS
Nesse fragmento do poema, o sentimento de luto adquire contornos expressivos e é intensificado pela
A) descrição da paisagem de um cemitério.
B) recusa do eu lírico à irreversibilidade da morte.
C) sonoridade de versos produzida pela pontuação.
D) religiosidade evocada como forma de consolo.
E) impressão de sonho na construção da estrutura poética.
Questões correspondentes
Prova Azul: 28
Prova Branca: 28
Prova Verde: 29
Resolução da questão
Gabarito: B
O eu lírico expressa a recusa à irreversibilidade da morte, ao insistir que o “pequenino” acorde e fuja do destino inevitável representado pelas valas e pelo toque fúnebre do sino. Essa negação da morte traduz o desespero e o desejo de reverter a perda, intensificando o sentimento de luto e dor presentes no poema.
A) A descrição do cemitério está presente como cenário simbólico, mas não é o principal recurso que intensifica o luto, e sim o apelo insistente do eu lírico contra a morte.
C) Embora haja musicalidade no poema, a pontuação não é o elemento central na construção da emoção do luto, mas sim o conteúdo de negação e sofrimento.
D) O poema não recorre à religiosidade como forma de consolo; pelo contrário, evidencia a angústia diante da perda e a resistência à morte.
E) Não há indicação de sonho na estrutura poética, e sim de um apelo real e desesperado para que o “pequenino” volte à vida.





