Questão 24 da prova amarela do 1º dia do Enem 2025; veja as quetões correspondentes
Confira a alternativa correta e a resolução detalhada da questão 24 da prova amarela do primeiro dia; ao final, você encontra as respostas das outras cores de provas.

Acessibilidade
Uruku
Urucum
Rocou
(Bixa orellana)
Moju, dono da água, não gosta do cheiro de urucum. Mani'ojarā, dono da mandioca, e os donos das outras plantas cultivadas também não. Eles não suportam. Por isso, os Wajãpi se untam de urucum, deixam o rosto vermelho e se perfumam com seu aroma agradável. Além disso, os seres agressores, os jarā (donos) e os espíritos terrestres, gostam do cheiro dos fluidos humanos, do sangue, do suor. Então, o urucum os dissimula, protegendo as pessoas que vão caçar, caminhar pela floresta, que estão sendo perturbadas por espíritos em sonhos ou que estão em resguardo, como os doentes. O seu uso é tão cotidiano que os Wajãpi o plantam na aldeia, para ter sempre pertinho. Como o urucum não tem jară, não tem problema nenhum em arrancar e usar para pintar.
STRAPPAZZON, A. I.; SIGOLO, R. P. Jardins da história: medicinas indígenas. Recife: ObservaPICS, 2022.
NAVEGUE PELOS CONTEÚDOS
Esse verbete contribui para a preservação do patrimônio linguístico nacional, pois apresenta uma
A) explicação de um rito medicinal do povo Wajāpi.
B) definição de um termo na perspectiva ancestral indígena.
C) relação de equivalência entre vocábulos de diferentes línguas indígenas.
D) atualização de saberes tradicionais dos povos indígenas brasileiros.
E) descrição das propriedades científicas de plantas silvestres.
Questões correspondentes
Prova Azul: 30
Prova Branca: 33
Prova Verde: 31
Resolução da questão
Gabarito: B
O texto explica o significado e o uso do urucum dentro da visão ancestral do povo Wajãpi, mostrando como esse elemento é entendido cultural e espiritualmente — não apenas como planta, mas como proteção simbólica e parte do cotidiano. Dessa forma, o verbete contribui para o patrimônio linguístico e cultural ao registrar a perspectiva indígena sobre o termo.
A) O texto não descreve um rito medicinal específico, mas o uso cultural e simbólico da planta.
C) Não há comparação entre línguas indígenas, apenas o nome do termo em diferentes formas.
D) O texto não atualiza saberes, e sim preserva e registra conhecimentos tradicionais.
E) O foco não está nas propriedades científicas, mas no sentido cultural e espiritual do urucum.





