Questão 11 da prova amarela do 1º dia do Enem 2025; veja as questões correspondentes
Confira a alternativa correta e a resolução detalhada da questão 11 da prova amarela do primeiro dia; ao final, você encontra as respostas das outras cores de provas

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O retrato como gênero da pintura ocidental ficou vinculado às elites, tornando invisíveis as populações que não faziam parte do círculo dominante. Num país de tradição escravocrata e colonizado por europeus como o Brasil, pouquíssimas pessoas negras e indígenas foram retratadas em pintura, e menos ainda identificadas com seus nomes nos retratos. Daí a importância, para a história da arte e para a história brasileira, dos retratos de Dalton Paula.
Figura 1
PAULA, D. Zeferina.
Óleo sobre tela, 59 x 44 cm.
Masp, São Paulo, 2018.
Figura 2
PAULA, D. João de Deus Nascimento.
Óleo sobre tela, 59,5 x 44 cm.
Masp, São Paulo, 2018.
Disponível em: www.masp.org.br. Acesso em: 5 maio 2024 (adaptado).
NAVEGUE PELOS CONTEÚDOS
Ao dar protagonismo a Zeferina e a João de Deus Nascimento, o artista Dalton Paula evidencia que a(s)
A) arte pode promover formas de afirmação de identidade social.
B) comunidades periféricas passam a adquirir o gênero retrato.
C) personagens retratadas simbolizam a sociedade brasileira.
D) pintura funciona como instrumento de ascensão social.
E) imagens tradicionais preservam memórias afetivas.
Questões correspondentes
Prova Azul: 15
Prova Branca: 15
Prova Verde: 21
Resolução da questão
Gabarito: A
O artista contemporâneo Dalton Paula recupera a visibilidade de figuras negras historicamente apagadas da pintura ocidental, utilizando o gênero do retrato como meio de afirmação de identidade social e de reparação simbólica.
B) O texto não afirma que comunidades periféricas “adquirem” o gênero retrato, mas que o artista ressignifica esse gênero para dar protagonismo a pessoas negras.
C) As personagens não simbolizam toda a sociedade brasileira, e sim figuras específicas resgatadas da história.
D) A pintura, nesse contexto, não é instrumento de ascensão social, mas de valorização identitária e histórica.
E) O artista não preserva imagens tradicionais, mas as recria criticamente, subvertendo convenções do retrato clássico.







